Destruction – “Born To Perish” (2019)

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Destruction – “Born To Perish” (2019)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#ThrashMetal

Para fãs de: KreatorOverkillSodomTankardNervosa

Nota: 9,0

Falar sobre um trabalho novo do Destruction, depois de todos esses anos, sem se repetir em elogios ou enaltecer toda sua qualidade dentro do Thrash Metal mundial, é uma tarefa praticamente impossível para qualquer fã de metal que se preze. Excetuando a fase ignorada por muitos sem o icônico vocalista/baixista Schmier (de 1990 até 1998, em minha opinião injustamente, pois se tratavam de ótimos álbuns), praticamente tudo que foi feito pela banda desde seu início sujo beirando a tosqueira até agora, com a evolução da tecnologia em produções potentes e mais modernas, nada saiu de dentro da bolha chamada Thrash Metal, para o bem geral de uma grande parcela de aficionados pelo estilo.

Não temos em nenhum álbum algo que possamos falar: “Wow, isso é diferente” ou “Caramba, os caras se reinventaram!”. Sejamos francos. É ruim isso? De forma alguma! Mas acredito que uma outra parcela de fãs estejam envelhecendo e achando que gravam o mesmo disco sempre. Dá para negar isso? Não, não dá e aí que entra o discernimento. Se falar que é ruim, soará como hipocrisia, se falar que é bom, não fez mais que sua obrigação, pois esses alemães (opa, agora só dois já que temos o canadense experiente Randy Black na bateria e o novo segundo guitarrista, depois de anos como um trio, Damir Eskic, suíço).

“Born To Perish” será um clássico na discografia da banda? Só o tempo dirá, mas que é melhor que os últimos cinco álbuns anteriores (desconsiderando os álbuns de regravações), eu não tenho dúvida. Talvez até se equipare em termos de qualidade com o excelente “The Antichrist” (2001), em minha modesta opinião.

A presença de Randy Black (ex-Primal Fear, Annihilator, dentre outros) não só elevou a sonoridade da banda a outro patamar, como fez um bem estrondoso para a banda, pois o cara é uma máquina, principalmente nos dois bumbos! O que ele faz em todo o álbum é algo digno de honras quase que militares (risos). A “britadeira” na faixa título, e que abre o álbum, é a maior prova disso!

A produção impecável já não traz aquela sujeira oitentista como citado no início desse texto, pois dar passos para trás ninguém quer dar, não é mesmo? Mas a entrada de Damir como segundo guitarrista deu SIM um “up” perfeito que a banda estava precisando. Logicamente que em estúdio tudo por ser maquiado, mas teremos essa prova cabal quando a banda entrar em turnê. Eu tenho plena certeza que como um quarteto tudo será melhor. Antigamente, chegaram a ter esse tipo de formação e eu gostava muito, pois os vazios da guitarra base eram preenchidos ao vivo na hora dos parcos solos de Mike Sifringer.

Voltando ao álbum, “Insipired By Death”, com um início que lembra um pouco os vocais de Abbath (ex-Immortal) já nos dá uma bela mostra da nova dupla de guitarras! Outros destaques vão para excelente “Betrayal” com leves toques de Power Metal nas partes do refrão, a excepcional e mesmo que clichê pra cacete, “Rotten”, com parte de seus riffs bebendo na fonte de “Children Of The Grave” (Black Sabbath) e um toque de Overkill (por conta da letra impossível não lembrar de “Rotten To The Core”), a quebradeira suja a lá Motörhead e Venom em “Filthy Health” e a harmoniosa em crescendo “Butchered For Life” (belíssimo solo!!!!) que tem um início bem longe do que esperaríamos do Destruction, mas o rasgado lá pela metade é visceral até dizer chega. Outros destaques impossíveis de não serem dados vão para “Tyrants Of The Netherworld”, “We Breed Evil” e “Fatal Flight 17” (outra com um belo solo), pois são outras thrasheiras “porradas na cara” com, mais uma vez, destaque para os riffs, refrões (alguns até grudentos) e, logicamente, as quebradeiras de Randy Black. Monstro, muito monstro! Impossível não darmos o repeat nelas! “Ratcather” me soa um pouco esquisita em seu início, mas tudo volta ao açoitamento pouco tempo depois e nossos tímpanos voltam a sangrar.

A edição nacional, lançada pela Shinigami Records, além de vir num lindo formato digipak, nos brinda com uma faixa extra inédita, “Hellbound”, cover do Tygers Of Pan Tang, mostrando toda a veia Speed Metal/Heavy Metal/NWOBHM que a banda sempre carregou consigo. Sim, sim, essa mesmo, a que tem alguns riffs parecidos com “2 Minutes To Midnight” (Iron Maiden).

Lembra do que falei lá no começo, pois bem, não sou hipócrita! Não estou nem aí que não mudam, aliás acho ótimo e torço para que continuem assim! Destruction rules! Compre e seja (muito) feliz!

Johnny Z.

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