Banda: Destruction
Banda de abertura: Flashover
Local: Toinha Brasil Show, Brasília/DF
Data: 21/09/2018
Produtora: Live Concert Produções
Texto, fotos e vídeos por Victor Augusto
De volta a solo candango após a sua última vinda em 2016, os gigantes do Thrash alemão, o Destruction, brindaram aos seus fãs com mais uma avassaladora apresentação. Dessa vez o local escolhido foi o Toinha Brasil Show, uma casa de shows nova e de médio porte, com uma excelente estrutura e um clima até mais “intimista”, por não ser tão grande quanto às famosas casas de show, o que cria uma maior proximidade entre banda e público.
Além da boa organização, o local tem uma boa acústica e som, o que ajudou a fazer da noite um dia memorável na cena de shows do DF.
Acredito que a escolha do Flashover para abertura do show foi bem acertada, pois eles são uma das maiores bandas representantes do Thrash Metal em Brasília atualmente. Com 22 anos de carreira, um grande entrosamento e um forte disco recém-lançado, o “Souls Consumed By War”, a banda está destruindo em seus shows e nessa última sexta não foi diferente.
O grupo iniciou a apresentação, sem muito alívio, com as pedradas “Souls Consumed by War”, “Underestimate” e “Say My Name”, todas do novo material e foi suficiente para algumas rodas abrirem, dando uma boa enchida nas pistas. Ficou nítido que havia muitos fãs que queriam vê-los também. Na sequência, Itazil apresentou brevemente a banda e emendaram mais uma leva de clássicos de seus primeiros discos, como a “Land of Cannibals” e “Season in Hell”, que sempre empolgam aos fãs mais antigos do grupo.
Para mim, o destaque da banda foi a “Rise Above The Sky”, que aliando uma introdução com algumas quebradas e a insanidade de Itazil, Fernando e Tiago no palco, não há como você não quebrar o pescoço, tamanha a empolgação que eles passam. Que música foda e que energia desses caras tocando. Para completar, ainda tem o rolo compressor, Josefer Ayres, que quase quebra a bateria.
Como o tempo era um pouco curto, Itazil somente uma vez conversou com a plateia e agradeceu aos músicos de várias outras bandas locais que estavam presentes, frisando como era bom tocar para amigos. Antes de anunciar “Kill The Priest”, ele ainda falou um pouco dos pilantras que usam a religião como escudo para sugar as pessoas e a veloz “Flesh And Blood” encerrou o set.
Com um som muito bom e equalizado a banda fez uma excelente apresentação e conseguiu abranger músicas novas e antigas. Eles mostraram o motivo de estarem ganhando uma legião de fãs no Brasil e se preparando para uma turnê europeia.
Set List Flashover
Souls Consumed By War
Underestimate
Say My Name
Land of Cannibals
Season in Hell
Rise Above The sky
Days Of Figth
Kill The Priest
Flesh And Blood
Cerca de 25 minutos após o termino da apresentação do Flashover, e pontualmente às 22 horas, as luzes se apagaram no Toinha, e o trio germânico do Destruction entrou com tudo na introdução da clássica “Curse The Gods”. A casa veio abaixo conforme Randy Black, Mike e Schmier foram aparecendo no palco e as rodas predominaram logo de cara. A euforia era notória, pois todos berravam o refrão com bastante empolgação.
A forma que Mike toca os riffs e solos com muita tranquilidade é bem impressionante. Ele não fica muito tempo no mesmo canto e proporciona a todos verem a sua performance, andando e encarando o público enquanto toca. O baterista Randy Black executa fielmente as músicas com muita empolgação e energia. Ele foi apresentado após a “Total Desaster”, onde fez um curto solo de bateria. Inicialmente tocou algo mais rítmico e gingado, talvez como uma forma de homenagem a percussão brasileira, mas logo descambou para a porradaria em seu kit e sem muita enrolação, tocou a introdução de “Antichist”.
Como eu já mencionei, o tamanho do palco e distância dele para o público fez do show algo com uma maior conexão entre fã e banda. Esse fator aliado a um frontman de verdade, como o Schmier, fez com que rolasse uma energia a mais no show. Raros são os vocalistas que, além de ter presença de palco, movimenta-se muito e ainda consegue interagir enquanto toca e canta, olhando na cara de seus fãs. Várias vezes ele agradeceu essa interação e brindou bebendo uma Heineken, logo após lançou a lata pela metade para os que estavam na grade.
Além dos clássicos “Mad Butcher”, “Life Without Sense” e “Release from Agony”, rolou a “Thrash Attack”, anunciada como a primeira vez que era tocada em turnê no Brasil. A “Dethroned”, de seu ultimo disco “Under Attack” (2016) e as excelentes “Nailed To The Cross” e “The Butcher Strikes Back” (com direito ao som de motosserra), foram excelentes escolhas em minha opinião.
Perto do fim do set, Schmier perguntou quem ali gostava de Punk Rock como eles, pois iriam tocar ou “Fuck The USA” (The Exploited), ou “Holiday in Cambodia” (Dead Kennedys), covers na qual a banda gravou. O público berrou mais alto pelo Dead Kennedys e assim a banda atendeu. Fechando o show, não poderiam escolher algo mais clássico como a “Bestial Invasion”, encerrando uma noite memorável e inesquecível.
Após o show, ainda houve um pequeno Meet and Greet com alguns sorteados em uma promoção feita pela Live Concert Produções, na qual eu fui um dos sortudos, e o trio foi bem simpático para tirar fotos e trocar algumas poucas palavras com os fãs. Era possível ver a emoção de pessoas mais velhas, que acompanharam os primeiros discos da banda e também a galera mais nova que sabe da importância que o Destruction tem para o Thrash Metal.
Set List Destruction
Curse the Gods
Armageddonizer
Tormentor
Nailed to the Cross
Mad Butcher
Dethroned
Life Without Sense
Release From Agony
Eternal Ban
Total Desaster
Drum Solo
Antichrist
Black Mass
Thrash Attack
The Butcher Strikes Back
Thrash Till Death
Holiday in Cambodia (Dead Kennedys)
Bestial Invasion
Parabéns Toinha Brasil Show e a Live Concerts Produções por colocarem Brasília novamente no circuito de shows internacionais.













