Dieth – “To Hell And Back” (2023)

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Dieth – “To Hell And Back” (2023)

Napalm Records | Shinigami Records
#ThrashMetal #DeathMetal

Para fãs de: Exodus, Testament, Machine Head, Entombed, Decapitated, Killer Be Killed, Soulfly, Morbid Angel

Texto por Johnny Z.

Nota: 9,0

Após sua saída nada amistosa do Megadeth, o baixista David Ellefson se enveredou numa gama enorme de projetos, lançamentos e bandas sendo um deles a pesadíssima banda Dieth junto ao vocalista/guitarrista brasileiro Guilherme Miranda (Krow, ex-Entombed A.D) e mais o ex-baterista do Decapitated, Michał Łysejko.

O Thrash/Death Metal de “To Hell And Back”, primeiro álbum da banda, traz uma sonoridade extremamente pesada, moderna que nos remete a um algo mais na linha do Exodus, Testament do que o conceituado baixista praticava no Megadeth, trazendo algumas boas partes de groove do Machine Head e até algumas inserções de black/death metal a lá Morbid Angel e até Deicide, principalmente em certas partes mais violentas de bateria.

Na primeira audição, seguindo a ordem completa do álbum, tive uma grande e ótima surpresa por ser algo bem atual, nada datado, cheio de peso, groove e impacto, pois a banda não ficou presa ao passado de seus integrantes e nem a nenhum dos dois principais estilos abordados já que encontramos aqui muita coisa de stoner, groove metal e experimentalismos dignos de genialidade musical apurada, vide a faixa de abertura e que dá nome ao trabalho (e a que fecha o álbum “Severance”, numa espécie de “Outro”).

Pode soar estranho, mas o principal destaque do álbum não é o medalhão conhecido de todos David Ellefson, mas sim Guilherme Miranda que provou ser um BAITA músico e compositor, sem contar ser dono de uma ‘patada’ monstruosa nos riffs/solos de guitarra e no vozeirão tipicamente arrasa quarteirão. E não esperem somente urros ogros, temos aqui excelentes linhas vocais que vão do mais puro gutural até linhas limpas quase que ‘new metal’ (não levem isso pelo lado pejorativo, ao ouvir vocês entenderão!).

“Walk With Me Forever”, balada imponente que traz David Ellefson se aventurando como vocalista principal traz um momento de introspecção a audição numa espécie de Queensryche mais soturno (que solo!!!) o que ao meu ver destoou completamente do restante do álbum, mas não podemos de forma alguma acha-la fraca ou tapa buraco, pois é linda! Talvez se fosse lançada num EP ou como uma faixa extra funcionasse melhor, já que ao meio de tanta porradaria ela soa meio deslocada.

Se gosta de riffs palhetados, bateria pulsante, baixo encorpado e vocais cavernosos lembrando bandas como o próprio Entombed no início de carreira, tudo isso munido a uma produção correta, vibrante e extremamente pesada, eis o seu álbum.

Destaques vão “Don’t Get Mad… Get Even!’ e “Dead Inside”, ambas deixarão os grandes criadores de riffs e ‘downpinking’ como Gary Holt (Exodus), por exemplo, orgulhosos, “Wicked Disdain” e “The Mark Of Cain”, as mais Death Metal diretas do disco, o ataque de baixo em “Free Us All”, seguido de uma monstruosidade em forma de peso (notem a bateria e os riffs em perfeita sincronia e profusão), e “Heavy Is The Crown” bem stoner/(super)groove metal de arrancar o fôlego!

Um excelente álbum de estreia que nos leva a crer que a banda tem muito mais a nos oferecer e pode crescer a passos largos no decorrer da carreira principalmente não se prendendo a nomes conhecidos, mas sim a sua própria qualidade!

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