Divine Era – “Scripture Codes Summon Suicidal Thoughts” (2018)

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Divine Era
 – “Scripture Codes Summon Suicidal Thoughts” (2018)

Independente
#ThrashMetal#GrooveMetal

Para fãs de: PanteraMorbid Angel

Nota: 5,0

O grande problema de bandas de uma pessoa só é que não existe aquela troca de influências, o natural embate de ideias ou uma personalidade maior para cada instrumento. Um exemplo claro disso é a “banda” Divine Era que na verdade só conta com o guitarrista/baixista/vocalista Daisuke “Die” Wachi (toda a bateria é programada em computador).

Daisuke, que tem origem japonesa, mas vive em Los Angeles, consegue entregar em “Scripture Codes Summon Suicidal Thoughts” um trabalho honesto e repleto de peso, bons riffs e vocais gritados interessantes, mas que peca pela uniformidade e por soar datado demais. As músicas são clones da sonoridade criada pelo Pantera, com um quê de Morbid Angel e pouca personalidade própria.

Logo no começo, “Burn This Alley” e “Bible Gun” mostram um bom trabalho de bateria (pena que não é de um baterista “de verdade”) e riffs graves e cheios de fúria. Os solos são acompanhados apenas pelo baixo potente e pela bateria, ao melhor estilo Pantera. A dose de Morbid Angel fica na conta do estilo dos riffs em looping e com poucas notas diferentes, uma sonoridade um tanto quanto djent.

Em um raro momento de mais personalidade, “Justified Love” insere um riff mais agudo e Daisuke arrisca versos limpos. Já “Failure” é a mais elaborada, com pouco mais de 8 minutos e um grande solo com timbres limpos de guitarra e o baixo pulsando. Aí sim o disco traz algo mais inovador.

Bandas como Adrenaline Mob e Noturnall souberam muito bem utilizar os mesmos elementos thrash do Pantera, só que com alma própria e acrescentando uma nova roupagem. O que o Divine Era fez em “Scripture Codes Summon Suicidal Thoughts” foi simplesmente uma releitura de suas influências. Um som que não é ruim, mas que parece preguiçoso e sem vontade de inovar. Quem sabe se Daisuke convidar músicos “de verdade” para o próximo disco a mistura de ideias não faça surgir algo que realmente valha a pena.

Gustavo Maiato

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