
Sanhedrin – “A Funeral for the World” (2018)
Cruz Del Sur Music
#StonerMetal, #DoomMetal, #HardRock
Para fãs de: Dead City Ruins, Wolfmother, Black Sabbath
Nota: 8,0
Lançado de forma independente em 2017 e relançado agora em 2018 pela gravadora Cruz Del Sur Music, “A Funeral for the World”, primeiro álbum do grupo norte americano Sanhedrin é uma bela amostra de como muitas bandas de qualidade passam despercebidas pelo grande público. Culpa nossa? Sim, em grande parte, mas em 2018, é meio que inadmissível que uma banda não tenha ao menos uma página no Facebook. Obviamente que isso não interfere na qualidade da sua música, mas que ajudaria e muito ter uma forma de divulgação mais ampla. Enfim, procurei e não encontrei, só que isso se torna quase que irrelevante ao ouvirmos o som do grupo formado por Erica Stoltz (vocal/baixo), Jeremy Solsville (guitarra) e Nathan Honor (bateria). O trio mostra grande desenvoltura em composições inspiradas naquela hard/heavy dos anos 70, mas com uma pegada mais pesada e atual.
Com uma voz potente e que foge daquele padrão “menininha” de cantar, Erica imprime personalidade em interpretações carregadas de sentimento. O guitarrista Jeremy, por sua vez, despeja ótimos riffs, inspirados no mestre Tony Iommi, bem como sabe inserir solos dentro das faixas, criando linhas bem encaixadas. Já o baterista Nathan senta a mão, mostrando que Bill Ward fez (e ainda faz) escola mundo á fora. A Abertura com “Riding on the Dawn”, com uma levada hard, até mesmo maliciosa em alguns momentos, mostram a versatilidade do trio. E deve-se ressaltar que Erica manda muito bem no baixo, formando com Nathan uma cozinha bem entrosada. Já a faixa título possui uma aura “doom”, cortesia do peso da guitarra de Jeremy. Outras faixas que merecem destaque são “Demoness”, acelerada e com aquela veia setentista que só quem bebeu da fonte certa sabe como compôr, assim como “Faith Healers” que tem no baixo de Erica seu destaque. Ainda a “sabbathica” “No Religion”, a hard “Massive Deceiver” e o encerramento com “Die Trying”, que mostra que o metal tradicional também está presente nas influência do grupo, merecem ser citadas.
“A Funeral for the World” é um belo trabalho de estréia de uma banda que mostra saber onde quer chegar. Se ela conseguirá, só o tempo poderá dizer. Mas que as passagens ao destino estão compradas ão há como negar. Se embarcar corretamente, ouviremos falar do Sanhedrin com maior frequência.
Sergiomar Menezes