Dream Evil – “Six” (2017)

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Dream Evil – “Six” (2017)
Century Media Records

Nota: 8,5

Quem já conhece a trajetória desses suecos sabe que estão longe de serem vistos como gênios ou inventores de algo, mas é extremamente nítido que o arroz com feijão que fazem desde sua formação no longínquo ano de 1999 agrada em cheio fãs de Heavy Metal e Power Metal mais ‘old school’.

O mais interessante nisso é que sempre abordaram um lado mais cômico do Heavy Metal em suas letras, usando a temática sexo, drogas, amor, batalhas, motocicletas, alienígenas, glória do rock n’ roll, bebedeiras, diabo (no bom sentido, será? risos) ou qualquer assunto clichê do estilo, principalmente de 2004 para cá, mas é impossível não nos divertirmos com eles. Assista o videoclipe de “Antidote” e tente não se divertir com a tiração de sarro da “tr00zisse” alheia.

Calma, não confunda diversão com escracho, ok? São letras levando a metáfora para níveis mais cômicos e não como babaquice explicita ou zoação sem alvo certo.

Em “Six”, como o próprio título já diz, é seu sexto álbum de estúdio e, mesmo com 7 anos de diferença entre seu antecessor, “In The Night” (2010), manteve a pegada típica sem perder nadinha do seu peso cavalar característico nem, também, acrescentou/inovou em nada. Talvez podemos diferencia-lo de “In The Night” por ser mais “na cara” ou mais Heavy Metal do que Power Metal, mas isso vai do gosto pessoal de cada um.

Falar da produção impecável de Fredrik Nordström, também guitarrista da banda, é chover no molhado. O cara é um mestre nesse tipo de som e, também, em outros!

O único porém fica por cada vez mais se assemelhar ao que o Primal Fear vem fazendo, até mesmo na voz de Niklas Isfeldt que está bem parecido com o de Ralf Scheepers. Para mim isso é não problema nenhum pois ambas bandas são sumidades no estilo. Agora, o que está cantando esse Niklas é algo sobrenatural!

Além da belíssima capa à cargo de Gustavo Sazes, destaco as faixas “Antidote”, “Sin City” com sua pegada totalmente Scorpions, “Hellride” com a melodia bem semelhante a “War Pigs” do Black Sabbath e um peso desconcertante, a pesadíssima “Six Hundred Six” que fará você tocar ‘air guitar’ durante o dia todo, a rifferama de “The Murdered Mind” e “Too Loud” que, com certeza, acertará em cheio os fãs de algo mais vibrante, groovado e pesado.

Diversão garantida ou seu dinheiro de volta! Heavy/Power Metal em sua essência!

Não temos um clássico instantâneo como “Book Of Heavy Metal”, mas quem sabe isso não mude com o tempo?

Johnny Z.

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