
Dreams in Fragments – “Reflections of a Nightmare” (2019)
Rockshots Records
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Edenbridge, Amberian Dawn
Nota: 8,0
“Reflections of a Nightmare”, o primeiro trabalho dos suíços do Dreams in Fragments, tem todo aquele jeito de primeiro trabalho mesmo: aquela vontade de fazer música boa, com melodias e arranjos que evidenciam suas influências e soam esforçados, porém, com uma produção crua, um tanto quanto ingênua, que não deixa a banda encorpar o som e trazer mais personalidade através de acabamentos. A vocalista Seraina Schöpfer tem uma voz daquelas que se enquadram bem no Gothic Metal, dramática e aguda, e contribui positivamente para o registro. Outro destaque são os teclados (mesmo que a banda não tenha tecladista de ofício) que são a figura principal em músicas como “Everytime” e “Nightchild” (essa, com um excelente título!).
Já “The Maze” começa com um piano acompanhado de uma batida mais envolvente, contribuindo para o disco. As guitarras de Christian Geissmann em geral podiam ser um pouco mais pesadas, para dar uma roupagem mais moderna e bem-acabada. O disco lembra um pouco os trabalhos antigos do Edenbridge (sem a velocidade do Power) e talvez com um pouco mais de peso e velocidade a banda consiga achar uma fórmula para chamar de sua. É bem verdade que certas músicas têm um punch maior como “Incomplete” e “Defy Every Storm”, mas ainda é exceção.
Outro aspecto marcante são os guturais de Christian, como em “Falling With a Crown”, que adicionam um tempero diferente na sonoridade. As melodias, porém, não são lá muito marcantes, o que contribuem para aquela sensação de estar ouvindo algo legal, mas que vai desaparecer da sua cabeça em questão de minutos. Da metade para o fim, as coisas ficam mais animadas com “Little Red” e “In Flames”, onde bem-vindos riffs de guitarra surgem.
O Dreams in Fragments, por fim, fez um trabalho honesto, seguindo a linha do Symphonic Metal mais cadenciado e melódico. Ainda faltam ingredientes, porém, para a banda alçar voos maiores, mas a identidade começa a se formar. A produção precisa de mais modernidade, mais camadas de profundidade, mais tudo. Como toda regra tem sua exceção, nesse caso, o menos não é mais não.
Gustavo Maiato





