Dreamslave – “Rest In Phantasy” (2017)

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Dreamslave – “Rest In Phantasy” (2017)
Independente
#SymphonicMetal#PowerMetal

Para fãs de: Rhapsody Of FireNightwishXandria

Nota: 9,5

“Rest In Phantasy” é o nome-trocadilho do primeiro e excelente disco dos franceses do Dreamslave, marcado pelo capricho na produção e pelo cuidado com as melodias e riffs bem épicas e sinfônicas. Se faltou um pouco de coesão e foram inseridos elementos death desnecessários (gutural e blast beat não foram muito relevantes aqui), o sexteto sobrou no quesito criatividade e sabedoria ao utilizar influências.

No começo, “The Dark Crusade” é um cruzo de Rhapsody com Nightwish, sugerindo aquela fusão de Power e Symphonic repleta de velocidade e strings para que te quero. Porém, quando a voz de Elegy Emma soa com seus agudos e um divertido refrão seguido de duelos de solos entram em cena, a maré muda e vemos uma boa identidade musical. A seguinte “Masquerade” aposta em elementos modernos e Emma canta mais grave, contribuindo um pouco para a falta de coesão já dita, mas que não chega a soar como colcha de retalhos.

Os guturais de Peter Gothlainen são bem desnecessários, mas a banda resolveu fazer média com o público mais pesado. Voltando aos pontos positivos, “End of Innocence” é a melhor do álbum, numa vibe “Century Child”, bem estruturada e com um lindo piano que se repete ao longo do arranjo. Gothlainen, que também é tecladista, dessa vez, merece todos os aplausos.

O Dreamslave, por fim, mostrou que não é só porque é o disco de estreia que existe margem para pouco investimento na coisa toda e isso é ótimo para a cena. “Rest In Phantasy” é um épico começo para uma banda que com certeza tem muito a mostrar ainda. No final, vale a observação para o excelente título da única e bonita balada: “Eternitears”. Para fã de trocadilho nenhum botar defeito.

Gustavo Maiato

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