
Dying Suffocation – “In The Darkness of the Lost Forest” (2017)
Sangue Frio Produções
#DoomMetal
Para fãs de: Paradise Lost, Cathedral, My Dying Bride
Nota: 9,5
Você já se deparou com algo pesado, mas tão pesado, que chega a ser desconcertante? Pois é, sem querer levantar polêmica ou estabelecer comparações estapafúrdias, o Dying Suffocation é tudo aquilo que o Paradise Lost já foi um dia e nunca deveria ter deixado de ser.
“In The Darkness of the Lost Forest” é certamente um dos dez registros mais pesados e brutais que já tive o prazer de ouvir. O quarteto paranaense exprime toda a essência do real e transgressor Doom Metal em composições que obedecem a risca todas as diretrizes impostas pelo gênero. Soturno, sorumbático e sepulcral no limite do aceitável, o Dying Suffocation constrói uma atmosfera fúnebre e amargurada, solidificando-a a cada faixa apresentada.
Apesar de todo caráter exacerbadamente depressivo, a banda embasa sua criação sob uma densa estrutura melódica, ocasionando uma forte “interação” entre os atos que compõem o material. Agora, me sinto na obrigação de adverti-los: caso o nobre ouvinte não esteja devidamente familiarizado com o estilo adotado pelo Dying Suffocation, vai tomar um susto já no primeiro riff sebosamente carrancudo de guitarra. Parece tudo originado do mais profundo e inatingível âmago afótico abissal.
Ouso dizer que “In The Darkness of the Lost Forest”, atualmente, é um dos discos que mais representa fidedignamente o estilo abordado, sem aventuras e devaneios descartáveis. É tão somente a gênese brutal do visceral Doom Metal florescendo em toda sua exuberância. Para ilustrar tudo isso que fora enumerado, destaco “The Angels”, com seu início suave e acolhedor, que imediatamente se transforma em seu pior pesadelo dissonante; “Death Bed” – um pouco mais cadenciada ao invés de arrastada -, forjada num mar de peso absoluto, e “Sacrificed Souls”.
As três faixas mencionadas servem como um mini manual avançado do real Doom Metal e contém tudo que você precisa saber sobre o estilo. Mas nem que eu tenha que abrir uma vaga extra, o Dying Suffocation estará no famoso balanço de final de ano, merecidamente, diga-se.
Ricardo L. Costa





