Eclipse
– “Monumentum” (2017)
Frontiers Music srl
Nota: 8,5
Desde “Bleed & Scream” (2012) que os suecos do Eclipse acharam sua sonoridade, mostrando tipicamento um Hard Rock com forte apelo comercial em suas linhas vocais e refrões com um uma pegada bem Heavy Metal em seus riffs.
Não querendo ser depreciativo nem nada, bem longe disso porquê vejo pontos positivos em quase todos estilos de música, seria como se Jon Bon Jovi tivesse uma banda mais ‘rocker’, contando com um Jake E. Lee (ex-Ozzy Osbourne) na guitarra e que suas músicas fossem mais voltadas para esse instrumento.
Erik Martensson (vocal/guitarra) é fora da curva! Isso é uma realidade e temos que reverencia-lo por isso. O cara toca guitarra como um alienígena! Alguns o chamam de gênio, o que eu discordo por achar muito cedo para tal alcunha, mas que o cara esta caminhando para isso não restam dúvidas. E estendo isso para seus outros companheiros de banda que, juntos, formam uma grande e coesa unidade.
“Monumentum” é o sexto álbum de estúdio da banda e, basicamente, segue a mesma linha de seu antecessor, “Armageddonize” (2015), o que não era de se estranhar já que ninguém é burro em mexer em time que está ganhando.
O início com “Vertigo” taz riffs bem certeiros e apontados para Heavy Metal, e mesmo com seu refrão cativante – e grudento como de costume – se mostra um verdadeiro hino do disco.
Aliás, nesse novo álbum a palavra ‘grudenta’ chega a ser pouco para faixas como “Never Look Back” e “Killing Me”.
“Never Look Back” mostra licks de guitarra bem interessantes, mas descamba para uns “ÔÔÔÔÔ” e refrão demasiadamente comercial que de início até que vai bem só que depois do segundo se torna bem enjoativo. Ao meu ver e gosto pessoal não compromete, mas depois de algumas audições pode ser que venha a “azedar” (risos). Já “Killing Me” é a típica música de novela global que até Jon Bon Jovi a recusaria em gravar por acha-la comercial demais para o estilo dele (risos). Deixando a brincadeira de lado, é uma boa música, com um belíssimo solo, mas para quem tem a veia mais roqueira, com certeza, não a escutará nunca mais. E isso, provavelmente, se repetirá nas faixas seguintes, “The Downfall Of Eden” e “Hurt”, onde essa última é uma balada bem emocional com outro grande momento no solo e acentuação extremamente pop.
Para mim, após essas escorregadas pop (vejam bem, não estou depreciando o estilo da banda, sei plenamente qual é a proposta da mesma e nisso eles são mestres), o álbum começa a decolar em “Jaded”. Com riffs bem Heavy Metal, ligados de forma equilibrada ao apelo comercial, temos uma melodia alegre e convincente, só que mais certeira e cativante por contar puramente da adrenalina do heavy/rock.
“Born To Lead”, também vai nessa linha mais ‘rocker’, cativando na mesma linha de “Vertigo” com seu peso bem evidente, da mesma forma que “For Better or for Worse”, que me lembrou muito Skid Row, mostra um lado mais pegajoso e pesado que se dará muito bem ao vivo por conta do refrão.
Em “No Way Back”, temos mais uma ótima faixa que vai crescendo aos poucos caindo numa melodia tipicamente “Bark At The Moon” (Ozzy Osbourne), mais uma vez por conta dos riffs de Erik e, somada a isso, temos um ‘sabor’ bem Glam Rock igual as bandas da Sunset Strip dos anos oitenta. Muito boa faixa!
Não sei vocês, mas eu sempre que escuto Eclipse eu noto MUITO a influência de Jake Lee em seus riffs, me remetendo sempre aos trabalhos dele com Ozzy.
“Night Comes Crawling” é outra excelente faixa que mesmo com um certo “pesinho” nos riffs me lembrou bastante aqueles comerciais de cigarro Hollywood por colar instantaneamente em sua cabeça (risos).
“Black Rain” encerra muito bem o disco por mostrar uma mistura mais pesada de Scorpions com Deep Purple. Nessa temos boas partes de vocais soltos, sem guitarras acompanhando-os que, ao meu ver, poderiam ter os mesmos riffs principais de Heavy/Hard subsequentes como apoio e, com isso, provavelmente teríamos uma das melhoras faixas da carreira da banda, já que o solo aqui é algo fora do normal!
Um ótimo disco que, para quem gostou de seu antecessor, cairá como uma luva em seu gosto pessoal.
Johnny Z.





