Ektomorf
– “Warpath: Live and Life on the Road” (2017)
AFM Records
#ThrashMetal, #GrooveMetal, #AlternativeMetal
Para fãs de: Soulfly, Machine Head, Korn e Slipknot
Nota: 8,5
Quer testar o conhecimento metálico dos amigos? Coloque este disco pra tocar e diga pra adivinharem a banda. Com certeza, mais da metade vai chutar Machine Head e o outro tanto Soulfly. Tiração de sarro a parte, os húngaros do Ektomorf já deixaram pra trás o arquétipo de cover de luxo da banda de Max Cavalera e já consolidam uma carreira que perdura por mais de duas décadas, apesar de nunca esconderem suas raízes.
“Warpath – Live and Life on the Road” foi gravado no Wacken 2016 (Alemanha) e mostra toda a vitalidade e energia da banda em cima do palco, num set poderoso e empolgante. Em um breve apanhado geral da carreira, a banda causa o incontrolável efeito “Ivete Sangalo” (aquele do “tira o pé do chão”) no público, pois o set list todo é composto por faixas cadenciadas, repletas de groove e acordes de afinação baixa, convidando a massa a se movimentar freneticamente sob o comando do verborrágico vocalista Zoltán Farkas.
O peso moderno e consistente do quarteto é triplicado ao vivo, é só prestar atenção em “Ambush in the Night” e “Black Flag”. Há momentos nos quais a performance do grupo é quase um simulacro do Slipknot, tamanha a semelhança em termos de arranjos, andamentos e vocais com a banda de Corey Taylor (“Evil by Nature” ou “Fuck You All” poderiam compor o repertório de “Iowa” facilmente).
Não quero dizer com isso que “Warpath…” seja um álbum depreciável, muito pelo contrário. O Ektomorf conseguiu exprimir toda sua fúria em um disco intenso e visceral que, apesar da semelhança gritante com as bandas anteriormente citadas, evidencia uma banda que conquistou seu espaço por mérito próprio; além do mais, nada nem ninguém neste mundo é 100% original. Não há nada de errado em emular suas principais influências, imputando a elas sua própria personalidade. Muito bom!
Ricardo L. Costa





