Ektomorf – “Heretic” (2025)

DHZG4BKQLHINNUVMOICIQDH2VA
Compartilhe

Ektomorf – “Heretic” (2025)

Bleeding Nose Records
#NuMetal #GrooveMetal #Hardcore

Para fãs de: Soulfly, Sepultura, Slipknot

Texto por Lucas David

Nota: 7,0

Retornando às suas raízes com um álbum composto e finalizado em um curto período de tempo, o Ektomorf apresentou, em Heretic, seu mais recente trabalho, algo que os fãs de longa data podem apreciar — ainda que com um forte gosto de “já ouvi isso antes”.

Distribuído em 10 faixas, o disco mantém o peso e o groove característicos dos lançamentos anteriores. Porém, a percepção de que boa parte desse material já foi feito pela própria banda — ou até por outros nomes do estilo, seja nos riffs, nas levadas ou nas letras — é evidente. Heretic soa como um mashup de ideias que remetem a Slipknot e Soulfly, mas de forma repetitiva e, em muitos momentos, com falta de energia.

O disco conta com bons momentos, como a faixa-título, que abre o álbum trazendo vocais que lembram bastante Corey Taylor (Slipknot). “Dear God” segue na mesma linha, e é praticamente impossível não reconhecer semelhanças — tanto vocais quanto instrumentais — com “Surfacing”, do Slipknot. Inclusive, a música segue estrutura bastante parecida. Não chega a ser ruim, mas soa como uma cópia descarada da clássica faixa do debut dos norte-americanos.

“Insects” é uma das mais pesadas do álbum, com a bateria praticamente punindo os ouvidos. As linhas de baixo são fortes e roubam a cena, enquanto os riffs sujos de guitarra ampliam o sentimento de ódio que Zoltán Farkas (guitarra/vocais) busca transmitir ao ouvinte. “Down” aposta firme no peso e na velocidade, com bumbos duplos dominando a condução e um refrão poderoso que mantém a energia em alta.

Heretic é um bom disco, com momentos empolgantes e pesados, que certamente farão o ouvinte bater cabeça. Contudo, as similaridades com outras bandas e letras que, em sua maioria, se apoiam apenas em xingamentos — como em “Bitch”, “Pure Hate” e “Loveless”, por exemplo — acabam se tornando entediantes e fazendo com que algumas faixas sejam facilmente puladas.

Isso pode refletir o momento pessoal turbulento vivido por seu líder, mas o resultado final acaba soando excessivamente infantil. Para uma banda que já entregou trabalhos como Outcast (2006) e músicas marcantes como “We Rise”, fica a sensação de que poderiam ir além e alcançar novos patamares. No fim, permanece a impressão de que “já ouvimos isso antes” — e, em alguns casos, de forma mais inspirada.

Compartilhe
Assuntos

Veja também