
ENTREVISTA EXCLUSIVA COM ARCHIE DICKSON (GLASGOW)
Dentre os muitos relançamentos em edições luxuosas que vêm tomando de assalto o reduzido, mas ainda dedicado, mercado consumidor de discos brasileiro, a nova edição de “Zero Four One” (leia a resenha aqui), dos escoceses do Glasgow, lançada pela Classic Metal Records, se destaca não apenas pela qualidade do produto em si – um digibook de 24 páginas e um CD repleto de faixas bônus –, mas por pôr fim à odisseia que era para o headbanger brasileiro conseguir o álbum, um clássico cult da New Wave of British Heavy Metal (NWOBHM), por um valor acessível e com a certeza de se tratar de uma peça original. O que pouca gente sabe, ao menos por enquanto, é que o Glasgow, sob a esperta batuta de seu fundador, o guitarrista Archie Dickson, está de volta à ativa e, motivado pela receptividade dos fãs, recuperar o tempo perdido. Conversamos com o cara, que não poupou palavras para contar a história da banda e adiantar algumas novidades. Boa leitura!
Por Marcelo Vieira
Diagramação por Johnny Z.
Fotos: Divulgação
Metal Na Lata: Olá, Archie! Como estão as coisas? Muitos projetos pessoais e profissionais impactados pela quarentena?
Archie Dickson: Estou bem, Marcelo. A pandemia tem afetado a todos em todo o mundo e certamente afetou alguns mais do que outros. Agradeço por morar numa casa com jardim que nos permite sair ao ar livre. Além de músico, tenho um emprego convencional, que infelizmente foi interrompido devido à Covid-19. Estou há quatro meses em isolamento e, nesse período, tenho me exercitado e ouvido muito rock.
Metal Na Lata: Você acha que o mundo aprenderá alguma coisa com isso? O que?
Archie Dickson: Bem, eu aprendi, e tenho certeza que muitos outros também aprenderam. Isso dependerá da idade, se o vírus o afetar diretamente e de várias outras razões. Uma coisa é certa, as pessoas vão olhar para trás e perceber a sorte que tiveram apesar das mudanças que afetaram nossas vidas e as estranhas regras que tivemos que adotar. Precisamos de uma vacina; é a única maneira de ver isso completamente controlado para podermos voltar ao que éramos antes da Covid-19.
Acredito que passaremos a amar mais o próximo, respeitando um ao outro e o planeta. Precisamos cuidar do planeta, mas alguns nunca se importarão com nada além de si mesmos. No entanto, acredito que há mais que se importam do que aqueles que não se importam. Uma coisa é certa: precisamos do planeta mais do que ele precisa de nós; se não cuidarmos desse mundo maravilhoso, ele logo se encarregará de se livrar de nós.
Metal Na Lata: Antes de entrarmos na história do Glasgow, deixe-me saber sobre sua formação musical. Quando você começou a tocar?
Archie Dickson: A música sempre fez parte da minha vida. Comecei a tocar aos 15 anos, mas pelos motivos errados. Eu era muito tímido e, por achar difícil conversar com as garotas, percebi que tocar guitarra e estar em uma banda era uma maneira eficaz de me destacar e chamar sua atenção. Deu certo.
Metal Na Lata: Quais bandas você cresceu ouvindo?
Archie Dickson: Ouvi todo tipo de música que aparecia diante de mim; dos musicais de Hollywood dos meus pais aos compactos da coleção da minha irmã Rita. Elvis, Beatles, Rolling Stones etc. Quando adolescente ouvia David Bowie, Rod Stewart, Alice Cooper, Lou Reed, Status Quo, Pink Floyd, Stevie Wonder, 10CC, Deep Purple, Rainbow, Eagles, Queen… mas minhas duas bandas favoritas, eu diria que são Bad Company e Journey.
Metal Na Lata: O Glasgow começou como Heaven, e depois mudou de nome para Wildcat… e então vocês se perguntaram: “Se Boston e Chicago podem se batizar com o nome de suas respectivas cidades, por que não fazermos o mesmo?” Foi isso mesmo?
Archie Dickson: Na verdade, Marcelo, o Wildcat veio primeiro e durou cerca de um ano e meio. O Heaven foi formado seis meses após a separação do Wildcat. O Wildcat era um quinteto, foi minha primeira banda “de verdade”, compúnhamos e tocávamos nossas próprias músicas. O vocalista Michael Boyle e eu formamos o Heaven e, a partir daí, formamos o Glasgow um ano depois.
Foi muito fácil escolher o nome. Depois que eu sugeri Glasgow, o resto dos caras respondeu: “por que não?” Alguns de nossos amigos pensaram que se dar o nome da cidade era um pouco brega, outros acharam que uma banda escocesa não deveria fazer isso, mas nós tínhamos e temos muito orgulho da nossa cidade e sabíamos que poderíamos levar seu nome adiante.

Metal Na Lata: Como era a cena de Glasgow na época?
Archie Dickson: Glasgow sempre teve uma cena musical fantástica e é uma das poucas cidades reconhecidas pela Unesco por causa de sua cena musical existente até hoje. Havia e ainda há uma enorme diversidade musical em Glasgow. Quando começamos a tocar, o circuito estava abarrotado de bandas de rock independentes. Existia uma rivalidade saudável e um respeito mútuo, mas cada banda sempre queria ser melhor que as outras. Como em qualquer cidade, os músicos locais se conhecem muito bem e vão aos shows uns dos outros e confraternizam juntos.
Eu diria que o Glasgow foi uma das bandas mais populares da cena local a partir de 1983. Todos os caras da banda, se não estivessem tocando, saíam na maioria das noites da semana para assistir às outras bandas tocando ao vivo. Queríamos ouvir a música, mas mais do que isso, queríamos ver como era o visual deles, se eles tinham luzes, pirotecnia etc. Buscávamos criar algo diferente, queríamos ficar acima da concorrência, especialmente para atrair interesse das gravadoras.
Metal Na Lata: Quais bandas além do Glasgow são oriundas dessa cena?
Archie Dickson: Chaser, Zero Zero, Trident, La Paz, The Dolphins, Phobia (futuro GUN), Samurai, Danger, Weeper (futuro Heavy Pettin), Pallas, Big George, Underhand Jones, Jimmy Barnes, Strangeways e China White foram algumas das bandas que tocaram conosco na cena.
Metal Na Lata: Como não há muitas fontes na Internet, encontrei dificuldade em estabelecer uma linha do tempo. No entanto, pelo que li, vocês abriram shows de bandas como Spider e Nazareth antes de serem contratados pela agora lendária Neat Records. No entanto, as coisas realmente começaram a mudar para vocês após o EP “Under the Lights” obter uma ótima resposta de todo o mundo e lhes render o posto de banda de abertura de uma turnê de 21 datas com o Uriah Heep. Foi aí que você sentiu que as coisas estavam começando a acontecer?
Archie Dickson: Foi. Fazer esses shows de abertura abre muitas portas; você alcança públicos maiores e novos muito mais rápido, conhece pessoas ligadas à indústria, às gravadoras e aos meios de comunicação, e acaba fazendo os contatos necessários. Você também conhece músicos que respeita e acompanha por muitos anos, como Ronnie James Dio e Trevor Boulder (Uriah Heep), que foi baixista do [David] Bowie durante a era dos Spiders [from Mars]. Lembro que abrimos para o Alaska (banda do ex-guitarrista do Whitesnake, Bernie Marsden) em Edimburgo e, após o show, Bernie disse ao [locutor] Tom Russell (“O Poderoso Chefão do Rock”, como era conhecido) que havia gostado do Glasgow e da minha performance especificamente. Ganhei o dia naquela noite.
Não éramos os melhores músicos do mundo, mas éramos uma banda muito coesa; acreditávamos em nós mesmos, não éramos arrogantes e sabíamos que chegaríamos lá se tivéssemos a chance. O pulo do gato para a gente foi a nossa participação no “Rockshow” de Tommy Vance. Todo mundo que era fã de rock ouvia esse programa que era transmitido nas noites de sexta-feira pela BBC.
Metal Na Lata: “Zero Four One” foi produzido por Kenny Denton, o mago por trás de “Eldorado” (1974), da Electric Light Orchestra. Por mais talentoso que ele seja, menos “cara do metal” ele era…
Archie Dickson: Kenny veio como parte do acordo com a [gravadora] Sonet Records e foi fundamental para garantir que pudéssemos regravar “Secrets in the Dark”, escrita por Chris Thompson, do Manfred Mann, assim como o Alaska havia feito. Trabalhar com Kenny foi fantástico e eu sinto que ele também imprimiu sua marca no álbum. Outra figura importante na gravação foi nosso engenheiro [de som] Ben Matthews, que tocou com o Terraplane e o Thunder.
Metal Na Lata: Ouvindo o álbum hoje em dia, com seus teclados proeminentes e tudo o mais, você acha que ele envelheceu bem em matéria de som? Mudaria alguma coisa nele?
Archie Dickson: Algumas pessoas dizem isso, que o álbum tem teclados demais, e outras acham que tem muito reverb. Eu respeito as suas opiniões, mas prefiro focar no que é o álbum e no som geral que todas as partes constituintes que se uniram criaram. O Glasgow não era vanguardista em termos de ideias e composição, mas acredito que produzimos um ótimo que encapsula o que estávamos tentando alcançar e que, sim, nos encaixava nas bandas da NWOBHM que estavam [em evidência] no início dos anos 80.
Eu não ouvia o álbum há anos até começarmos a ensaiar novamente e acho que ele ainda se destaca em termos de músicas considerando o orçamento que tínhamos na época. Eu mudaria algumas coisas; talvez adicionasse um solo de guitarra mais longo em “Back on the Run” e mudaria o arranjo em “No More Lonely Nights”. É um álbum cult, as pessoas gostam de ouvi-lo e [ele] deixou sua marca.
Metal Na Lata: E como vocês conseguiram que Don Airey tocasse teclados no álbum?
Archie Dickson: Mick [Boyle, o antigo vocalista] e eu sempre quisemos uma formação com uma guitarra e um teclado, igual ao Deep Purple e ao Rainbow, duas de nossas maiores influências. Como não conseguimos um tecladista fixo antes de entrarmos em estúdio, foi decidido que usaríamos músicos contratados. Foi Kenny Denton que sugeriu Don e Gavin [Povey] para tocar os teclados, cada um adicionando estilos e sons distintos. Além do mais, Don havia tocado na versão de “Secrets in the Dark” do Alaska, e como em time que está ganhando não se mexe…
Metal Na Lata: Foi tranquilo trabalhar com ele?
Archie Dickson: Trabalhar com os dois foi uma experiência incrível. Eles são profissionais no que fazem, vieram preparados, mas têm o talento de “brilhar” na hora H, como Don fez em “No More Lonely Nights”. Ele ouviu [a música] uma vez e fez anotações enquanto a ouvia. Ele tocou em três músicas e as finalizou em cerca de quatro horas. Não tivemos tempo para sentar [com ele] e fazer os milhares de perguntas que queríamos, mas sou muito grato por termos ambos os caras creditados no álbum.

Metal Na Lata: Agora, em relação ao repertório: qual é a sua música favorita e por quê?
Archie Dickson: Minha favorita é “Breakout” por vários motivos. Em primeiro lugar, eu amo o poder e a batida; é uma ótima música para tocar ao vivo. Em segundo lugar, todo solo que eu componho, eu reproduzo fielmente ao vivo. Gosto do solo nessa música e lembro de estar sentado no sótão do Sonet Studios, com um gravador de quatro canais, tocando e compondo e adaptando até que ele ficasse do jeito que eu queria. É também o solo de guitarra mais longo do álbum e eu gosto da estrutura.
Metal Na Lata: A banda se separou pouco tempo depois do lançamento do disco. O que houve?
Archie Dickson: A força de uma banda reside em seu último álbum, single ou no fato de a gravadora acreditar nela. O Glasgow tinha um bom relacionamento com a Sonet, mas era como se nós tivéssemos financiado todo o projeto. A ideia era buscar o licenciamento em outros mercados, sobretudo nos Estados Unidos, que era o maior deles. Isso nunca aconteceu e, embora tenhamos gravado e lançado mais dois singles, a grana era curta para seguirmos em frente.
“Zero Four One” foi lançado em vários países e foi bem em termos de venda, mas precisávamos do investimento financeiro e do suporte de uma grande gravadora para nos levar ao próximo nível. Mick, Neil [Russell, o baixista] e eu estávamos na luta há onze anos, sem segurança financeira e sem perspectivas de garantir um contrato com uma grande gravadora. Tentamos fazer com que a Sonet investisse mais, mas sem sucesso. Várias gravadoras demonstraram interesse no que viram e ouviram, mas ninguém apresentou uma proposta de fato.
Neil saiu logo depois e Mick e eu decidimos, depois de muita deliberação, continuar. Nos isolamos do mundo por dois anos e compusemos uma nova leva de músicas e, eventualmente, reunimos a última e mais produtiva formação que o Glasgow já teve, com Brian Galloway no baixo, Stuart Clyde nos teclados e David Halley na bateria. Ela durou quatro anos e foi o mais próximo que chegamos de fazer algum sucesso na América, graças ao nosso então empresário Richard Gibbons.
Quando a banda decidiu encerrar as atividades, Mick e eu estávamos esgotados. Consideramos ir a Nashville gravar um novo álbum. Grande parte da preparação e da organização estava em andamento quando tudo foi repentinamente cancelado semanas antes de partirmos. Em vez de tentarmos pensar num plano B, decidimos jogar a toalha. Vendi todos os meus instrumentos e equipamentos em 48 horas e fiquei mais de dez anos sem encostar em uma guitarra.

Metal Na Lata: Aí você virou professor de faculdade…
Archie Dickson: Decidi fazer faculdade e me formar, conseguir um emprego decente. Fui músico por 30 anos. Quem me contrataria? Depois de me formar, acabei dando aulas e ministrando palestras em cursos relacionados à indústria fonográfica.
Metal Na Lata: Pelo que sei, o baterista Paul MacManus foi o único que permaneceu na ativa, tocando em bandas como o GUN e o LaPaz com o vocalista Doogie White. O que aconteceu com os outros?
Archie Dickson: Neil, o baixista, mudou-se para a Holanda e ainda toca, mas não nos falamos mais e não sei o que ele faz da vida. Mick trabalha com empresas de transporte há pelo menos 20 anos. Paul, como você disse, ainda está tocando e é baterista do GUN.
Metal Na Lata: Desde 2009 ventilam-se os planos de uma reunião da banda. Por que demorou tanto até isso finalmente acontecer?
Archie Dickson: Logística e conveniência. Nos pediram para reformar a banda tantas vezes nos últimos 30 anos, no entanto, o obstáculo em comum para todos era o comprometimento com ensaios e datas. Moramos longe um do outro, fora os compromissos de trabalho de cada um.
Metal Na Lata: Eis que chegamos em 2020, e o Glasgow está de volta com uma formação completamente nova! Fale mais um pouco sobre isso.
Archie Dickson: Planejávamos reunir a banda para um show beneficente que seria realizado em 16 de maio deste ano, mas, infelizmente, devido ao coronavírus, isso teve que ser cancelado. A nova formação consiste em Brian no baixo, Stuart nos teclados, Paul na bateria e Peter Scallan nos vocais, além de mim, único membro original.
Esta é uma formação realmente forte e estaremos nos preparando para oferecer e produzir o som os shows de qualidade pelos quais o Glasgow era conhecido. Em nosso novo vocalista encontramos alguém que tem o alcance vocal para entregar as músicas tão bem ou quiçá ainda melhores do que eram antes. Ainda não sabemos quando estaremos prontos para começar a ensaiar como uma banda novamente, mas Brian e eu nos reunimos nas últimas três semanas e esperamos poder entrar em estúdio em um futuro não muito distante. Estamos realmente empolgados para ensaiar essas músicas novamente e compor algum material novo.
Metal Na Lata: Além da retomada das atividades, 2020 marca o relançamento de “Zero Four One” em CD em formato digibook, incluindo um encarte de 24 páginas e faixas bônus inéditas. Do ponto de vista de um colecionador de CDs, este é provavelmente um dos álbuns da NWOBHM mais pirateados de todos os tempos. Por que demorou tanto tempo para lançá-lo novamente?
Archie Dickson: Essa é uma pergunta difícil, porque nunca consideramos a banda uma banda cult ou mesmo o álbum e os singles algo cult. Não acompanhamos os desdobramentos em matéria de produtos desde que nos separamos. Não sabemos quantas prensagens e edições feitas, por quem e em quais países. Mas estou tentando me atualizar disso através de todos os nossos parceiros e contatos comerciais que tínhamos anteriormente. Espero que você goste do [CD] que Denis [Pedro Zuliano] lançou pela Classic Metal Records e espero que ele venda bem.
Metal Na Lata: Já que você falou no Denis, deixe-me saber como você e a Classic Metal Records uniram forças e tiveram essa ideia. Quem tomou a iniciativa?
Archie Dickson: Soubemos que a Classic Metal Records havia comprado a licença da Cherry Red Records em Londres para lançar o “Zero Four One” na América do Sul. A primeira vez que falei com Denis foi quando ele entrou em contato comigo, perguntando se eu poderia ceder algumas de nossas demos e outros materiais para serem lançados como parte do pacote. Você sabe, Denis é um apaixonado pelo heavy metal e ficamos muito felizes ao saber que havia demanda do público por esse lançamento. No decorrer de seis a oito semanas, Denis e eu mantivemos contato um com o outro por telefone e e-mail, tentando finalizar o conteúdo a tempo de ele ser enviado para a fábrica.

Metal Na Lata: Apesar de o CD incluir sete faixas bônus, vocês ainda têm materiais não lançados, certo? Por exemplo, as outras músicas da demo de 1983 e o single “Will You Be Mine”, de 1988. Você planeja lançar esse material?
Archie Dickson: Esperamos lançar todos esses produtos através de nosso próprio site no futuro e isso incluirá todas as demos e singles e o novo material que estamos compondo e esperamos gravar em breve. Se pudéssemos garantir outro contrato de gravação ou encontrar alguém para arcar com os custos, consideraríamos isso também. Temos tanto material inédito que provavelmente poderíamos lançar dois ou três álbuns imediatamente. Neste momento, estamos apenas curtindo fazer música novamente.
Metal Na Lata: Sendo assim, o que podemos esperar de vocês após a quarentena?
Archie Dickson: Precisamos avaliar o nível de interesse que existe pela banda e, se for [rentável] o suficiente, viajaremos e tocaremos para quem quiser nos ver ao vivo. Denis já mencionou que conhece alguns promotores que podem estar interessados em nos levar para São Paulo, então fique ligado! Até lá, estaremos ensaiando nos preparando para tocar, gravando novo material para lançamento, planejando turnês, trocando ideias com vocês, nossos fãs, pela internet e, esperançosamente, lançando novos produtos.
Metal Na Lata: Estaremos na torcida por isso! Muito obrigado, Archie! Vamos encerrar com o seu recado para os fãs no Brasil e leitores do Metal Na Lata!
Archie Dickson: Obrigado, Marcelo, pelo trabalho que você tem tido para promover o [relançamento do] álbum. A todos os leitores do Metal Na Lata e a todos que apoiam a banda todos esses anos, nós os saudamos. Para aqueles que acabaram de descobrir o Glasgow, agradecemos e esperamos que vocês gostem das músicas. Qualquer dúvida, por favor entre em contato. Venha e participe da jornada conosco. Queremos tocar ao vivo para vocês. Esperamos que isso aconteça em um futuro não muito distante. Se você ainda não possui o álbum, adquira a versão da Classic Metal Records. Eles criaram um produto fantástico repleto de extras dos quais todos nós do Glasgow estamos orgulhosos por estar associados. Agora, acima de tudo, meus irmãos e irmãs, permaneçam seguros, cuidem um do outro, amem um ao outro, que em breve a música voltará e faremos uma festa novamente. Muito amor para todos vocês, de todos do Glasgow e de toda a Escócia. We will rock!
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