
Mostrando que o feeling deve-se sempre andar lado a lado com a técnica e habilidade, batemos um papo com o jovem e promissor guitarrista, Guilherme Costa, que está lançado o EP instrumental “The King’s Last Speech”. Confira!
Por William Ribas
Metal Na Lata: Como foi o seu início na música?
Guilherme Costa: Eu comecei aos 14 anos quando meu avô começou a me ensinar os primeiros acordes no violão, aos 15 comecei a fazer aulas de guitarra e fui desenvolvendo minhas técnicas e adquirindo conhecimento com o tempo.
Metal Na Lata: Algo interessante em seu trabalho é que você usa bastante o ‘feeling’ nas músicas. Hoje em dia vemos apenas guitarristas querendo tocar milhões de notas em um solo e esquecendo de passar sentimento em seu instrumento. Como você trabalha isso
Guilherme Costa: Quando pretendo fazer uma melodia com mais feeling, eu costumo cantar as melodias após criar a harmonia da música, e depois de ter a melodia toda em mente eu procuro as digitações mais adequadas para executá-la na guitarra.
Metal Na Lata: Ouvindo seu EP “The King’s Last Speech” se percebe uma grande inspiração em Steve Vai, Joe Satriani, por exemplo. Como não deixar que a influência vire uma cópia?
Guilherme Costa: Na minha opinião, uma das coisas que podem ajudar na originalidade de uma composição é tentar tirar influências de outros estilos musicais diferentes, pois se você se limitar a um estilo ou artista específico para tirar idéias, a tendência é sua música ficar muito parecida ou igual às de seus influenciadores. Porém se você tira influências de vários estilos e artistas, você terá um campo de idéias muito mais amplo e consequentemente sua composição soará mais original.
Metal Na Lata: Fazer música autoral no Brasil está cada vez mais difícil, pois falta apoio dos bares e casas de shows que preferem bandas cover, como é ir mais na contramão e ter uma carreira tocando e lançando material instrumental?
Guilherme Costa: A minha forma de trabalhar na minha carreira solo é sempre lançar novidades como vídeo aulas, alguns vídeos covers de guitarra e workshops. Os lugares que mais abrem espaço para realização de eventos de música instrumental geralmente são as escolas de música e lojas de instrumento, inclusive recentemente realizei o lançamento do meu EP com um workshop na loja Serenata em Belo Horizonte/MG. Alguns bares também podem abrir espaço para este estilo, porém são poucos.
Metal Na Lata: Qual é a principal diferença de se fazer música instrumental da tradicional com vocal?
Guilherme Costa: Acho que quando se faz uma canção com letra, o artista consegue transmitir ao ouvinte exatamente a ideia expressada por ele. Ao fazer uma composição instrumental, o artista tem uma ideia a ser expressada, mas cada ouvinte a interpreta de uma forma diferente. Inclusive a minha música “The King’s Last Speech” possui esse nome devido ás interpretações feitas pelos meus alunos e amigos quando a ouviram pela primeira vez.
Metal Na Lata: Quais os próximos passos na sua carreira?
Guilherme Costa: Meu próximo passo será lançar um CD completo com 8 músicas novas, fazer uma turnê de divulgação com foco no exterior, e em breve pretendo lançar também um projeto fazendo algumas releituras de trilhas sonoras de games adaptadas ao Heavy Metal.
Metal Na Lata: Obrigado pela entrevista, espaço final é todo seu.
Guilherme Costa: Gostaria de agradecer cordialmente à equipe do Metal Na Lata pela oportunidade e também à todos que acompanham meu trabalho e me dão total apoio para a realização do mesmo! Curtam minha página no Facebook e sigam-me no Instagram para acompanhar as novidades!
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