Entrevista exclusiva com Zoltan Farkas (Ektomorf)

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Os gigantes do Thrash Metal húngaro, Ektomorf, chegam pela primeira vez ao Brasil mais furiosos do que nunca para mostrar o show de divulgação do seu novo disco “Fury”, um dos mais pesados da carreira da banda. Antes de desembarcarem no Brasil para shows no Rio De Janeiro (07/02), São Paulo (08/02) e São José Dos Campos (09/02), batemos um papo com Zoltan Farkas, membro fundador, guitarrista e vocalista da banda, sobre a estreia dos caras no país. Confira!

Por Guilherme Werneck
Fotos de divulgação

Metal Na Lata: A Hungria não possui uma cena muito grande no heavy metal como outros pais europeus como Suécia, Alemanha ou Inglaterra.  Quais foram as maiores influências e inspirações da banda e como foi o surgimento e primeiros anos de carreira do Ektomorf. Como era a cena metal na Hungria? Tem alguma banda além de vocês para recomendar para nós?

Zoltan Farkas: O começo foi muito difícil, mas acho que é difícil para todo mundo independente do local ou da cena que está surgindo. a paixão que sempre tive pelo metal e o que nos dava mais forças para batalhar mais e conquistar o nosso espaço era ver a cena acontecendo e querer fazer parte daquilo e ter o metal em nossas vidas!

Metal Na Lata: Zoltan, no inicio da carreira as letras eram compostas em húngaro, língua nativa da banda, mas já há algum tempo as músicas são cantadas em inglês, qual o motivo dessa troca? Vocês ainda produzem algum material em húngaro?

Zoltan Farkas: Basicamente, eu queria que as pessoas em todo o mundo me entendessem mais facilmente e o inglês é a língua universal, por isso passamos a cantar em inglês, para que nossos fãs entendessem o que estamos dizendo e se aproximam dessa conexão com a banda.

Metal Na Lata: Quais as principais bandas que influenciaram a sonoridade do Ektomorf?

Zoltan Farkas: Definitivamente o Metallica e os quatro primeiros álbuns da banda, principalmente o “Master Of Puppets”, que são completamente incríveis, além de bandas como Kreator, Cannibal Corpse, Exodus e muitas outras que formaram o thrash dos anos oitenta em todo o mundo.

Metal Na Lata: Qual o significado e a origem do nome da banda? Tem algo relacionado com a cultura local húngara?

Zoltan Farkas: Ektomorf é uma palavra em latim, retrata uma figura corporal disforme e gostamos bastante da palavra e do significado, além disso pensamos que não existia nenhuma banda de thrash metal com nome dado em latim, principalmente na Europa, o que nos daria um destaque dentro do estilo.

Metal Na Lata: Por aqui vão tocar em alguns clubes e pequenas casas de shows, mas já passaram pelos maiores palcos do mundo como o do Wacken. Vocês preferem shows grandes em festivais e arenas ou menores onde ficam mais perto do público?

Zoltan Farkas: Eu prefiro bons shows. Para mim não importa se é um festival enorme para muitas pessoas ou se é um pequeno clube para poucas pessoas, o que vale é a energia do público e se as pessoas estão gostando da gente e curtindo nos ver e agitando tudo em volta!

Metal Na Lata: Vocês conhecem alguma banda de metal brasileira?

Zoltan Farkas: Sim, claro! O Sepultura, como todo mundo, o Kriziun e também o Nervosa!


Metal Na Lata: “Fury”, lançado em 2018 é um dos discos mais pesados da carreira da banda e retoma uma sonoridade mais crua diferente de outros trabalhos mais recentes do Ektomorf, pode me contar um pouco do processo de composição do álbum?

Zoltan Farkas: Eu crio tudo basicamente sozinho, junto as ideias, faço uma pré-mixagem com os programas de computador e depois levo para o resto da banda para a banda para gravarmos de fato. Recentemente fizemos algo inspirado por bandas como Korn, o Machine Head Antigo, coisas com mais groove, mas estou com 43 anos agora e realmente quis voltar a tocar aquilo que me fez formar o Ektomorf e então retomamos uma sonoridade próxima dos clássicos que amamos.

Metal Na Lata: Você citou diversas bandas do thrash oitentista como suas preferidas e principais influências, mas existe alguma novidade que você tem ouvido ou recomendaria?

Zoltan Farkas: Olha, eu teria que responder não. Apesar de estar sempre tentando descobrir algo novo. Eu realmente considero que tenho a mente aberta musicalmente e sempre estar expandindo e sempre procuro saber o que está acontecendo e ir atrás de novidades como nas Playlists de recomendações do Spotify e afins, mas não tem nada que me prende ou me chame atenção. Para mim, hoje em dia o metal tem muito “chororô” e fala sobre relacionamentos tornando a sonoridade muito rasa. Metal não é sobre isso para mim.

Metal Na Lata: Para terminar, o que vocês esperam sobre a primeira turnê da banda no Brasil?

Zoltan Farkas: Shows insanos e o público mais ainda e se divertir muito por aí!

Metal Na Lata: Obrigado pelo seu tempo, Zoltan! Estamos ansiosos pelos shows do Ektomorf no país e esperamos que tenham ótimos momentos por aqui.

Zoltan Farkas: Mal posso esperar para conhecer esse pelo país e passar um tempo com vocês.


Maiores informações:

www.facebook.com/EktomorfOfficial

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