Evil Cinderella – “Dangerous Inside” (EP) (2016)
Independente
#HardRock, #HeavyMetal
Nota: 8,0
O número de bandas que ultimamente vêm buscando resgatar aquela sonoridade e pegada características dos anos 80 é enorme. Algumas, infelizmente, conseguem apenas soar datadas, pois não capricham na produção e se restringem a somente copiar o que foi feito na década de ouro do Hard/Heavy.
Mas, também, existem aquelas bandas que ao resgatar o espírito dos 80’s, incorporam elementos mais atuais, ou simplesmente, trazem na sua música, personalidade. E esse é o caso do Evil Cinderella, grupo alemão formado em 2011 e que aposta nessa mistura entre o Hard/Heavy old school, mas que em nenhum momento se mostra datado. A única coisa que fica um pouco fora de lugar é o vocal. Não que seja ruim, pelo contrário, o vocalista Henrik de Bakker, que também responde por uma das guitarras, em alguns momentos parece “sair do lugar”, mesmo não comprometendo o bom trabalho do quarteto.
Em cinco faixas, o Evil Cinderella traz riffs inteligentes que mesclam de forma eficiente o hard rock e o heavy metal, encontrando um equilíbrio entre suas principais influências. “Eagle Eye” abre o EP com um pegada mais voltada ao metal tradicional, enquanto que “Day by Day”, tem uma levada mais típica do hard. A cozinha composta por Christian Lange (baixo) e Jonas Christians (bateria), mostra bom entrosamento, enquanto o guitarrista Paul Nakat mostra que nomes como Vivian Campbell fazem parte de sua formação. A faixa título mostra isso de forma clara, pois temos um pouco daquilo que algumas bandas da NWOBHM faziam (mesmo que algumas daquela safra muito pouco tivessem de “heavy”). Preste atenção no solo e você entenderá o que quero dizer. Já “Without a Chance to Fight” tem cara de balada, mas acaba tendo momentos mais pesados. Apesar de bem construída, a faixa destoa do restante por não apresentar a mesma pegada. “Pretend You Died” encerra o EP trazendo mais uma vez, essa boa mistura entre os estilos que fazem deste trabalho (o segundo do grupo), algo a ser ouvido com atenção pelos fãs tanto de hard como pleos de heavy metal.
Se o grupo não apresenta nada de inovador ou revolucionário em seu trabalho ao menos garante a quem curte uma música honesta e sem invencionices. Temos ótimos momentos, onde as guitarras (principalmente) resgatam os bons tempos (que diga-se de passagem, ainda estão por aí, não é mesmo?), então é para se ouvir e curtir sem medo!
Sergiomar Menezes





