Fabricio Pereira – “Death Row” (2018)

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Fabricio Pereira“Death Row” (2018)
Independente
#Instrumental, #HeavyMetal, #ProgMetal, #HardRock, #ExtremeMetal

Para fãs de: John Petrucci, Yngwie Malmsteen, Joe Satriani, De La Tierra

Nota: 10

O guitarrista brasileiro Fabricio Pereira, ex-membro do Dysonomia, lança seu primeiro álbum puramente instrumental, “Death Row”. Acompanhado pelos músicos Érik Robert na bateria e Edgard Neto no baixo, Fabricio faz algo diferente dos álbuns instrumentais usuais: foca muito no peso.

A princípio, era de se esperar aquela demonstração de virtuosismo, basicamente tendo só solos. Entretanto, riffs e mais riffs surgem nas músicas, acompanhados de solos de muita qualidade, mas o que mais me surpreende é o peso. A primeira música, “DOA”, já evidencia todo o poder da guitarra de sete cordas, o que acaba lembrando o trabalho do Andreas Kisser com o excelente grupo De La Tierra.

Apesar de ser um álbum instrumental, pode se passar perfeitamente por um álbum de Thrash Metal com toques de Death Metal, já que o trabalho de Érik na bateria é perfeito, habilidoso, pedais rápidos que, combinando com a “barreira de som” formada com a ajuda de Edgard de puro peso, faz com que o foco não seja puramente os solos, mas, sim, os riffs absurdos.

Falando em riffs… “Catarze” começa de modo absurdo. A velocidade da guitarra e a EXCELENTE bateria mostra que já na segunda música, o álbum tem tudo para ser perfeito. E a parte mais ao meio da música, em que a bateria fica com rápidas batidas na caixa e a guitarra repetindo uma linha pesada, incrível.

“Unhealthy Syndromes” e “Death Row” começam quebrando tudo. Simplesmente acaba até se tornando inviável tecer comentários mais detalhistas sobre estas músicas, porque são muito bem feitas, bem produzidas e principalmente: PESADAS.

As duas faixas seguintes, “Evil Conspiracy” e “No Fate” continuam na mesma pegada incrível e “Death Row” se encerra com “Anguish”, mas, mesmo assim, o brilho das anteriores não se ofusca. Que álbum!

 Caio Siqueira Iocohama

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