Faces Of Death – “A Drink With The Death (Rehearsal Live)” (2021)

facesofdeath
Compartilhe

Faces Of Death“A Drink With The Death (Rehearsal Live)” (2021)
Independente
#ThrashMetal

Para fãs de: Slayer, Sepultura, Kreator, Morbid Angel

Nota: 9,0

Vou começar essa resenha na lata como de costume: Você tem uma banda e pretende lançar um álbum ao vivo? Ok, nunca, jamais e nem em pensamento cometa a besteira de enterrar a guitarra base na mixagem, pois se essa porra de disco cair na minha mão eu vou malhar até o cu dizer chega, ok? (risos). Agora, se eu pego uma belezinha como essa dos paulistas do Faces Of Death, logo nas primeiras notas já começo a resenha com uma nota de 8 para cima exatamente por não terem cometido o erro crucial citado anteriormente.

Reflita com os pés no chão: Uma banda calcada no peso, seja Thrash, Death ou que for, porquê justamente ao vivo deixaria a guitarra base apagada para os solos gritarem feito gazelas saltitantes no cio???? Não tem sentido! Tanto nos shows, como também nas gravações ao vivo. Sério, não entendo! Solo é importante? Sim, nunca eu seria louco para dizer o contrário, mas eu sou um apreciador nato dos riffs, bases, palhetadas abafadas, agressividade nas quatro cordas mais grossas, o que dá agressividade ao metal. Não me xinguem, ok? Mas se quiserem, o façam. Não estou nem ai (risos).

Dito isso, “A Drink With The Death” é uma saraivada de riff na sua cara, agressão do começo ao fim e não achem que por ser um ensaio o negócio é tosco ou mal gravado, longe disso, está muitíssimo bem produzido, com tudo no lugar e digno de nota. Nada rebuscado ou cheio de ‘Andy Sneap feelings’, mas deixa todo e qualquer fã daquele Thrash mais do final dos anos 80 e início dos 90 sorrindo de orelha a orelha.

Na realidade esse lançamento não se trata de um “ao vivo” propriamente, mas sim um “ao vivo sem plateia” por conta da pandemia e gravado numa sala de ensaio. Ou seja, exatamente o que a banda apresentaria no palco com uma multidão de doidos se matando em rodas e mais rodas.

As influências de Sepultura da fase “Schizophrenia” e “Beneath The Remains”, Slayer de “Hell Awaits” e “Reign In Blood”, Kreator de “Terrible Certainty”, “Extreme Aggression” e “Coma Of Souls”, com pitadas de Morbid Angel de “Altars Of Madness” chegam a sangrar nossos ouvidos nessas 13 faixas que compõe esse petardo.

Apresentando faixas de todos seus três lançamentos oficiais, Laurence Miranda (vocal/guitarra), Sylvio Miranda (baixo), Sidney Ramos (bateria) e o já ex-guitarrista Felipe Rodrigues, que após esse lançamento foi substituído pelo exímio Luiz Amadeus (Bestial Tormentor, ex-Attomica), mostraram muita coesão e sinergia, e que se não fosse a maldita pandemia de covid estariam redondinhos tocando por todo país e exterior.

Como dito anteriormente, a produção a cargo de Niko Teixeira da “Audio Lab Extreme Studio”, pode ser considerada um quinto integrante aqui, pois deixou todos os instrumentos super nítidos, pesados e afiados. Inclusive os solos impecáveis de Felipe ficaram completos exatamente por conta do que falei no início. Não ficaram gritando sozinhos, pois tinham um alicerce alto para “engorda-los” mais. Aos que eventualmente me xingaram, entenderam agora? (risos)

Vale um destaque para a capa feita por Alcides Burns, que assim que tiverem as camisetas prontas (não é Sr. Laurence? hahahaha) eu comprarei uma com gosto!

A cereja do bolo é que dentro do encarte temos um QR code para quem quiser assistir a essa mesma apresentação em formato áudio visual, com direito a mini documentário apresentado por Vitão Bonesso (Rádio Backstage), depoimentos dos integrantes e uma versão linda de “Black Magic” do vocês sabem quem. Se não souberem, se matem, pois estão no ramo errado (risos).

Gosta de peso, rifferama na cara, bateria explodindo seus tímpanos, baixão majestoso, solos encorpados e vocal rasgadão estilo Max Cavalera, David Vicent? Corre lá, compre o “destaque todo”, leve para casa e se acabe!

Johnny Z.

Compartilhe
Assuntos

Veja também