
Firewind – “Firewind” (2020)
AFM Records
#HeavyMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Dream Evil, Nocturnal Rites, MasterPlan
Nota: 8,0
É inegável o talento do guitarrista Gus G. Apesar disso, seu grupo principal, o Firewind, nunca obteve um grande reconhecimento, o que de certo modo não era algo totalmente errado, uma vez que o power metal praticado pela banda era algo bastante genérico, apesar da qualidade técnica dos músicos envolvidos. Mas, seja de forma consciente ou não, após sua entrada na banda do mestre Ozzy Osbourne, aconteceu uma busca por seus trabalhos anteriores. Se isso acabou sendo benéfico para o grupo? Lógico que sim!
Talvez sua passagem pela banda do Madman também tenha lhe dado maior visibilidade e experiência, o que se refletiu de forma bastante acentuada neste seu mais novo trabalho, o ótimo “Firewind”. Muito disso ocorre pela entrada do vocalista Herbie Langhans (Seventh Avenue), que possui um timbre bem diferente de Apollo Papathanasio e Henning Base, ambos vocalistas anteriores, respectivamente.
Com uma linha de voz mais próxima do Hard, Herbie abriu uma gama maior de possibilidades para Gus G. E isso fica comprovado nas 11 faixas presentes aqui.
Um álbum coeso e bem direcionado, “Firewind” trabalha as linhas clássicas de Gus, mas explora de forma bem convincente suas influências, que vão do Heavy ao Hard sem fazer cerimônia, como fica nítido na melhor faixa do disco, a excelente “Rising Fire”, que conta com uma interpretação primorosa de Herbie. Pesada e instigante, a faixa empolga pelas linhas melódicas e agressivas adotadas pelo guitarrista durante sua execução. O peso também se encontra presente em “Devour”, uma faixa que remete aos bons tempos do Dream Evil, banda em que o guitarrista fez história entre 1999 e 2004. O Hard’n’Heavy aparece em “Break Away”, com uma pegada bem próxima daquilo que as bandas do estilo faziam no início dos anos 2000. Mais próxima do metal tradicional, mas com teclados que remetem ao sinfônico, “Orbitual Sunrise” ganha um aspecto mais intenso durante sua execução.
Outros bons momentos “Perfect Strangers” (que nada tem a ver com a clássica música do Deep Purple), “Overdrive”, pesada e com toques de prog metal e “Space Cowboy”, um hard com uma pegada moderna.
“Firewind” é um dos melhores trabalhos do grupo. E acaba se tornando um convite para quem não conhece sua trajetória, correr atrás e comprovar que Gus G. é muito mais do que apenas um guitarrista que esteve na banda de Ozzy. Músico de inegável talento, o guitarrista merece maior reconhecimento em sua carreira. E a prova disso está nesse ótimo trabalho!
Sergiomar Menezes





