Firewind – “Immortals” (2017)

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Firewind“Immortals” (2017)
AFM Records

Nota: 9,0
Toda banda que perde um vocalista com forte apelo com seus fãs e que tenha gravado grandes álbuns pela mesma, acaba tendo que se restruturar do baque e com o Firewind não foi diferente.

A única diferença é que entre a procura por um novo ‘frontman’, Gus G, guitarrista, principal compositor, líder e, também, guitarrista de Ozzy Osbourne, teve um belo tempinho para encabeçar uma promissora carreira solo na qual já soltou dois ótimos álbuns.

A escolha acabou caindo para com um velho conhecido da banda, o alemão Henning Basse (ex-Metalium, ex-Sons of Seasons), na qual já tinha participado como convidado do próprio Firewind por várias vezes na ausência de Apollo Papathanasio, até então vocalista da banda. Os timbres de ambos são bem diferentes, praticamente opostos e talvez a única semelhança sentida entre eles são seus alcances de potência. Henning é mais visceral e mais cru, já Apollo seguia uma linha mais limpa, quase Pop.

“Immortals” é o oitavo álbum de inéditas dessa banda formada na Grécia e traz exatamente aquilo que sempre se propôs a fazer durante sua carreira, um Heavy/Power Metal Melódico cheio de virtuosismo, tanto nas guitarras como nos teclados.

Agora você pode pensar: “Vixe… virtuosismo na guitarra??? Teclado??? Dá-lhe ‘punhetação’?”
Ledo engano, não é aquela virtuose cansativa e ‘esporrenta’ como Yngwie Malmsteen, por exemplo, que se tornou mais chato que escutar o Galvão Bueno defecando pela boca. O teclado aqui é como se fosse uma segunda guitarra, por isso não se torna chato nem pomposo, e juntos com os riffs em profusão criam uma massa sonora única.Disco honesto, sem egocentrismo, bem trabalhado com melodias não tão grudentas como seus antecessores que tendiam a ser um Stratovarius sem as saias (risos), mas é nítido que o destaque – logicamente – vai para Gus G. O que esse cara toca é algo descomunal! Não é a toa que foi escolhido a dedo pelo ‘madman’.

“Back On The Throne” é Ozzy Osbourne puro, numa brilhante mistura das fases Zakk Wylde com Jake E. Lee, que sem sombra de dúvida é o maior destaque do álbum.A produção de “Immortals” elevou um pouco mais o peso dos riffs e as levadas da bateria, o que ao meu ver foi eficaz já que deu mais poder para a voz de Henning se encaixar de forma perfeita as harmonias com a sua crueza, o que nos álbuns anteriores foi tão cristalina que chegava a irritar.

Outra excelente faixa é “Live And Die By The Sword”, com seu título mais clichê e piegas que os discursos infantis a lá Manowar, mas ao começar de forma bem lenta e caindo num crescendo de respeito, mostra a versatilidade da composição.

“War Ages” poderia estar facilmente em “The Premonition” (2008), maior sucesso da banda até então, já que tem um clima alegre e bem na linha de “Maniac” (cover de Michael Sembello gravada pela banda em 2008, na qual sua versão original de 1983 foi tema do filme Flashdance).

Belíssimas letras, na qual deixo eu destaque para as (não tão) baladas “Lady Of 1000 Sorrows” e “Rise rom The Ashes”, onde ambas o vocal de Henning mescla com eficiência a pureza e a crueza em refrões que grudaram na sua cabeça de imediato.Obviamente temos algumas cacetadas de respeito como, por exemplo a faixa título, “Hands Of Time” e “We Defy”, naquele esquema cheio de bumbo duplo e tudo mais.

Não inventaram nada nem recriaram nada, a não ser a identidade da banda que a meu ver deu uma bela crescida com Henning.

Finalizando, deixo aqui um toque para os apreciadores de uma bateria poderosa e técnica: Johan Nunez!
Guardem esse nome porquê o cara é MONSTRO!

Johnny Z.

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