Forkill – “The Sound Of The Devil’s Bell” (2019)

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Forkill “The Sound Of The Devil’s Bell” (2019)
Darksun Records
#ThrashMetal

Para fãs de: SepulturaAttomicaSlayerExodus

Nota: 9,0

Quando resenhei o primeiro álbum do Forkill, “Breathing Hate” (2013), eu ainda escrevia para a revista Roadie Crew e desde lá sempre acompanhei as atividades da banda, fossem elas boas ou ruins, como mudanças de formação.

O estilo continua o mesmo, Thrash Metal old school purinho, mas a diferença aqui, além da entrada dos novos integrantes, é que a produção e as composições se tornaram mais encorpadas e, tecnicamente falando, ainda melhores com mais sangue nos olhos. Amadurecimento total!

O engraçado de tudo é que na resenha de “Breathing Hate”, eu citei que as influências eram nitidamente de “Kill’Em All” (Metallica), por terem a crueza nítida daquela época, mas agora em “The Sound Of The Devil’s Bell” temos uma evolução, ou melhor dizendo, um cruzamento entre Sepultura da época do “Arise” (1991), Attomica do “Disturbing The Noise” (1991) com Slayer na fase “Hell Awaits” (1985) e toques de “South Of Heaven” (1988) principalmente na rifferama a lá Bay Area e andamentos de bateria. Ou seja, uma nítida progressão sonora em termos de composição que é majestosamente engrandecida por uma produção certeira. Leigos, ao lerem esse comentário, podem dizer que “não existe evolução nenhuma em tão pouco tempo” (desses discos citados), mas quem realmente entende e vive a parada sabe o que estou dizendo.

Tudo que me “incomodou” um pouco no primeiro álbum em termos de produção (digo entre aspas pelo simples fato que jogo no time de produções como as de Andy Sneap), nesse novo trabalho me surpreendeu demais.

Sem menosprezar o trabalho impecável dos ex-integrantes e sem soar desrespeitoso com os mesmos, as entradas de Matt Souza (vocal/guitarra) e Rodrigo Tártaro (bateria) fizeram um bem danado a banda, pois não só souberam manter todo o ideal sonoro do estilo como, também, somaram ainda mais qualidade e identidade ao produto final.

Meus destaques ficam por conta de “Emperor Of Pain”, as regravações de “Let There Be Thrash” e “Vendetta”, sendo que a primeira foi lançada em vídeo anteriormente com o antigo vocalista/guitarrista, a magistral “Keepers Of Rage”, “Killed At Last”, a “crossover” “Old Skullz”, e a super agressiva “In Your Face”

Ponto negativo vai para a adição de três introduções, sendo duas a abertura e o fechamento) que não acrescentam em nada ao disco. Que me perdoem a franqueza, é algo pessoal mesmo, mas eu as pulo sempre, pois eu quero “sangue”, rifferama e “violência” (risos).

Extremamente pesado, honesto e que representa fielmente os alicerces do Thrash Metal mundial sem soar acomodado ou dentro de uma bolha, pois cativa o ouvinte do começo ao fim. Se escutar num volume menor que 10 significa que você é um fracote nutella!

Johnny Z.

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