
Fozzy – “Judas” (2017)
Century Media Records
#HeavyMetal, #AlternativeMetal
Para fãs de: Avenged Sevenfold, Adrenaline Mob, Black Label Society
Nota: 8,0
Chris Jericho começou 2017 estabelecendo um novo recorde de permanência num combate eliminatório Royal Rumble. Os 61 minutos que permaneceu no ringue deram origem à hashtag #61MinuteMan e o multicampeão da WWE pôde arquitetar seu afastamento temporário das lutas estando com o nome em alta. Da mesma forma que seu vocalista, o Fozzy também fez bonito nos meses que antecederam o lançamento de seu novo álbum, batendo recordes nas plataformas digitais e superando a marca de 10 milhões de visualizações do clipe da faixa-título, “Judas”, no YouTube.
E é justamente nessa, homônima ao apóstolo que traiu Jesus, que encontramos o resumo mais fiel – irônico, não? – da proposta geral do álbum: as evoluções individuais de Jericho como vocalista e de seu irmão de armas Rich Ward como guitarrista levaram o som do Fozzy a um novo patamar, não apenas tornando-o mais acessível, mais convidativo ao ouvinte casual, como também mais diversificado, com direito até a duas quase power ballads (“Painless” e “Capsized”) e mesmo um flerte descarado com o nu metal de Disturbed e Five Finger Death Punch (“Wordsworth Way”).
O heavy tradicional comparece musical e tematicamente com a dobradinha “Drinkin’ With Jesus” e “Three Days in Jail”, que de quebra demonstra o quanto a voz de Jericho é metamórfica e sua interpretação ao que tem toda pinta de letra baseada em fatos reais é convincente e acima da média. O escorregão fica por conta da modernosa “Weight of My World”, demasiadamente carregada no quesito eletrônico, em severo contraste com “Wolves at the Bay”, a última e mais pesada por aqui, que devora o que ainda resta de nossas energias como uma alcateia faminta por sangue. And the winner is… Y2J! Y2J! Y2J!
Marcelo Vieira





