
Frozen Land – “Frozen Land” (2018)
Massacre Records
#PowerMetal, #SpeedMetal
Para fãs de Sonata Arctica, Hammerfall, Stratovarius
Nota: 9,0
A Finlândia e o power metal já comemoram suas bodas de oliveira, num casamento feliz e frutífero desde que, há 34 anos, o Stratovarius foi fundado na capital mundial do metal, Helsinque. Emergido desse caldeirão de velocidade, riffs épicos e intensos e melódicos solos, o Frozen Land tratou de polir o legado de Timo Tolkki e sua trupe ao lançar seu bom primeiro trabalho, autointitulado.
O disco segue uma sequência de ótimas e criativas composições, como “Loser’s Game”, “Delusions of Grandeur” e “Orgy of Enlightenment”. Destaque para os riffs do guitarrista Tuomas Hirvonen que são realmente muito bons. Pena que em seu line up a banda não conte com um tecladista, instrumento que é audível em 100% das composições, mas que ninguém sabe de onde vem.
Na esteira de Sonata Arctica e Helloween (antigo), vemos músicas mais rápidas como “Mask of the Youth”, que ganham mais pelo bom gosto do que por imitar algo que já foi feito. O vocal Tony Meloni não é nenhuma sumidade técnica e seu timbre é um tanto quanto normal, talvez por isso ele não chame a responsabilidade para si e o que atrai mesmo é o aspecto instrumental. “Frozen Land” é um disco muito coeso, que não decepciona o ouvinte, mostrando como o power metal pode funcionar no mid tempo e na velocidade mais agressiva.
A tendência é que o “selo Finlândia” de qualidade continue sendo aplicável na renovação tanto do power quanto em outros subgêneros que são superfortes no país como o folk, o death e o sinfônico. Para as bodas de 75 anos de casamento, dá-se o nome de bodas de brilhante. Se depender de bandas como o Frozen Land, a cada ano que passa, temos cada vez mais a certeza que esse dia chegará com toda glória, honra e poder! (é claro, para continuar no campo semântico do power metal).
Gustavo Maiato





