Gloryhammer – “Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex” (2019)

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Gloryhammer – “Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex” (2019)
Napalm Records
#SymphonicMetal#PowerMetal

Para fãs de: Twilight ForceRhapsody Of FireLuca Turilli’s Rhapsody

Nota: 10

Depois que o Planeta Terra foi destruído para impedir que Zargothrax convocasse o deus-ancião Kor-Virliath, o terrível mago foge por um buraco de minhoca. Então, Angus McFife XIII vai em sua perseguição e ao chegar do outro lado, ele descobre uma terrível realidade alternativa. O que parece um roteiro do mais novo Power Rangers Turbo, na verdade é o plot por trás do disco “Legends from Beyond the Galactic Terrorvortex”, dos anglo-suíços do Gloryhammer. Se as letras descambam para uma fantasia caótica e cinematográfica, o instrumental entra na onda com melodias épicas e poderosas, um pano de fundo sinfônico e o distinguível timbre de Thomas Winkler.

De cara, “The Siege of Dunkeld (In Hoots We Trust)” nos coloca em uma história caótica, com zumbis, futurismo, algo meio Matrix misturado com Caverna do Dragão, enquanto “Masters of the Galaxy” traz um refrão-chiclete naquele mid-tempo que quando acerta, fica na cabeça uma semana. Se for comparar, o tom geral lembra “Prophets of the Last Eclipse” (2002), de Luca Turilli, mas o disco tem uma grande personalidade. Ao forçar todos os estereótipos possíveis do gênero de fantasia, é possível ouvir frases épicas como em “Battle For Eternity”: “Você já matou um goblin na lua?”.

Outra que merece destaque é “The Land of Unicorns”, com uma estrutura muito parecida com “Dawn of Victory”, do Rhapsody: começa com um riff pesado e rápido de guitarra, seguido de uma trombeta bélica. Já “Gloryhammer” no melhor estilo metal macho Manowar, (ou HammerFall) entra com coros graves, estilo grito de guerra, e funciona bem com a guitarra marcando no verso. Esse disco é o metal assumindo cada vez mais o mercado de nicho, empacotando produtos específicos para um público cada vez mais único e disposto a se divertir sem olhares julgadores.

No final, como não poderia deixar de ter, um petardo de quase 13 minutos: “The Fires of Ancient Cosmic Destiny”, com muitos coros, orquestrações, narrações com vozes demoníacas, e tudo para jogador de RPG nenhum botar defeito. O Gloryhammer é a prova viva de que hoje em dia está valendo tudo, só não vale repetir aquela mesma fórmula do seu ídolo da década de 80.

Gustavo Maiato

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