Gorefest – “The Eindhoven Insanity” (1993)
(Relançamento 2025)
Nuclear Blast Records | Shinigami Records
#DeathMetal #OldSchoolDeathMetal #ThrashMetal
Para fãs de: Sinister, Malevolent Creation, Benediction
Texto por Lucas David
Nota: 10
Depois dos dois excelentes álbuns, Mindloss (1991) e False (1992), alguns poderiam pensar que fosse cedo demais para lançar um disco ao vivo. Porém, a confiança do Gorefest estava em alta, já que seus primeiros trabalhos mostraram uma banda extremamente afiada, com peso e atitude suficientes para comandar uma plateia alucinada e sedenta por Death Metal. Sendo assim, o grupo registrou sua participação no festival Dynamo Open Air em 1993 e lançou o material no mesmo ano como The Eindhoven Insanity.
O que o Gorefest entrega aqui é, honestamente, muito forte desde o primeiro minuto, explodindo nos alto-falantes e trazendo a sensação de que você realmente estivesse presente no show. O som é cru e praticamente sem overdubs, preservando toda a selvageria dos vocais de Jan-Chris de Koeijer, que soam ainda mais insanos do que nas versões de estúdio, acompanhados por uma bateria pesada e certeira, além de guitarras igualmente afiadas. Tudo aqui foi pensado para soar o mais natural possível, e a banda realmente acerta em cheio nesse quesito.
O setlist, focado nos dois primeiros álbuns, não traz grandes surpresas, mas apresenta versões definitivas de faixas como a abertura com “The Glorious Dead”, marcada por sua velocidade alucinante, riffs sujos e blast beats devastadores. Na sequência, “State of Mind” começa de forma mais cadenciada e logo avança para um Death Metal impiedoso, com uma execução vocal impressionante. Já próximo do fim, e com uma plateia ainda fervorosa, “Confessions of a Serial Killer”, um dos grandes clássicos da banda, é entregue com peso absurdo, mostrando como o grupo dominava suas composições com excelência, sem deixar de fora nenhum dos elementos que tornaram a faixa essencial.
Fechando o álbum, ainda temos uma rápida homenagem àqueles presentes na apresentação, chamada “Eindhoven Roar”, com a plateia entoando o nome da banda — uma demonstração clara de como os fãs eram fundamentais e de que, sem eles, não seria possível entregar um trabalho tão visceral.
Quando ouvimos um disco como este, é inevitável lamentar que a banda tenha encerrado suas atividades, já que ainda tinham muito a oferecer ao mundo do metal, especialmente com sua energia única. O grupo posteriormente mudou seu direcionamento, adicionando elementos de Death ’n’ Roll, o que desagradou parte dos fãs mais radicais, mas sem nunca comprometer a qualidade de suas composições. The Eindhoven Insanity permanece como um verdadeiro presente tanto para os admiradores da primeira fase da banda quanto para aqueles que os acompanharam ao longo da carreira — além de servir como um poderoso registro de uma época em que o Death Metal reinava absoluto no underground.





