Knosis – “Genknosis” (2025)

Knosis - Genknosis
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Knosis – “Genknosis” (2025)

SharpTone Records | Shinigami Records
#Metalcore #ExperimentalMetalcore

Para fãs de: Crystal Lake, Hatebreed, Orbit Culture

Texto por Caio Siqueira Iocohama

Nota: 9,0

Após sua saída do Crystal Lake, o vocalista Ryo Kinoshita não perdeu tempo e consolidou seu projeto solo, Knosis, como uma das forças mais instáveis e criativas do metal moderno. Em “Genknosis”, lançado em agosto de 2025, a banda entrega um material que transita entre o caos absoluto e o experimentalismo melódico, reafirmando Ryo como um dos frontmen mais viscerais da cena atual.

A abertura com a faixa-título é um verdadeiro exercício de hostilidade. A introdução mergulha em ruídos de guitarra e em uma atmosfera que dita o ritmo agressivo do que está por vir. Logo em seguida, “Shinmon” estabelece o padrão de peso do disco: é o metalcore em sua forma mais violenta, focado em breakdowns e em uma atmosfera puramente agressiva, ideal para o mosh pit.

A sequência mantém a intensidade com “Fuhai”, que conta com a participação de Yukina (Hanabie). A música é um verdadeiro massacre sonoro que se destaca pelas guitarras densas e pelo trabalho vocal absurdo, culminando em um trecho intermediário extremamente gutural e pesado. Já “Yakusai” traz a bateria como protagonista da pancadaria, embora comece a introduzir nuances melódicas que alternam com a gritaria desenfreada.

O ápice do caos surge em “Seisai”. Com o uso de blast beats e guitarras insanas, a faixa é uma “barulheira” técnica e insana que flerta com o grindcore em termos de velocidade e energia. Na metade do álbum, “Kuruibi” retoma o foco nos riffs de guitarra típicos do metalcore, equilibrando a hostilidade com passagens mais melódicas.

O disco começa a mudar de pele a partir de “Imioni”. Com um início eletrônico e experimental, a faixa foge da estrutura de pancadaria direta das anteriores, mesmo mantendo o peso. Esse “respiro” se consolida em “Dokunuma” e “Tanebi”, faixas que trazem a característica melódica do gênero para o primeiro plano, servindo como um contraponto necessário após o início avassalador. O encerramento com “Angetsu” sela essa transição, apostando em um começo melódico e atmosférico.

“Genknosis” é um álbum de contrastes. O trabalho começa focado na violência extrema e termina em um terreno mais melódico e cadenciado, uma escolha estrutural que quebra o clima inicial de forma interessante. É uma estreia poderosa que prova que Ryo Kinoshita está longe de estagnar, entregando um som autêntico, técnico e profundamente agressivo.

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