Metal na Lata

Guardian of Lightning – “Cosmos Tree” (2020)

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Guardian of Lightning – “Cosmos Tree” (2020)
Eclipse Records
#StonerRock#RockNRoll#HeavyMetal

Para fãs de: Lemmy Kilmister MotörheadBlack Sabbath, Witchfinder General, Witchcraft

Nota: 10

Eu lanço aqui um desafio: Quem quando ouviu o som de baixo do Cliff Burton não ficou surpreso? T-O-D-O-S! Correto? Pois bem, o grupo paulista Guardian Of Lightning traz consigo justamente aquele som de quatro cordas potente, muitas vezes fazendo o papel principal dentro das composições de seu primeiro disco, “Cosmos Tree”. Além do tributo ao saudoso ex-baixista do Metallica, temos algumas boas referenciais ao som praticado pela banda dentre eles, Black Sabbath e Motörhead.

As 9 faixas, sendo 1 introdução e 8 chutes em nossas bundas, não deixam pedra sobre pedra, uma carga enérgica de 1000w! Tudo isso é graças ao peso descomunal de um instrumental denso que tem sua chama matriz calcada nos anos 70, ou seja, arrastado, sombrio com riffs hipnóticos e até alucinógenos, fazendo com que nossa mente entre numa orbita galáctica. Impossível não notarmos os urros roucos aqui presentes, que conseguem tirar lágrimas daqueles que ainda sentem a falta de um líder espinhento, com o microfone no alto, barba estranha e que gostava de Jack Daniels com Coca-Cola.

Mas, engana-se quem possa achar que o power trio, formado por Marcos Fino (Vocal e Guitarra), Iron King (Baixo) e Lord Drum (Bateria e teclados), é uma cópia dos nossos ídolos e de seu passado de ouro. Músicas como “Raise Your Sword”, “Aligned with the Stars”, “Follow Your Silver Shine”, “Inside of us” e “Another Place” pulsam pela sua naturalidade inclassificável, pelas suas linhas viajantes dentro de um baixo queimando e de uma guitarra recém tiradas de bueiros lamacentos, ou seja, suja do jeito que o estilo praticado pela banda pede, deixando para os filhinhos da modernidade aquela coisa mais pomposa e perfumada.

O fechamento de “Cosmos Tree” vem com a intrigante “Be Like the Moon” e sua variedade musical partindo de linhas acústicas que vão crescendo como uma jam sessiom arrepiante que não merece ser descrita, mas sim ouvida com os altos falantes no volume máximo.

Sinta, viaje, grite e enlouqueça.

William Ribas

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