
Hatebreed – “Weight of The False Self” (2020)
Nuclear Blast | Shinigami Records
#Hardcore, #Metalcore, #ThrashMetal
Para fãs de: D.R.I., Cavalera Conspirancy, Madball
Nota: 8,0
Sempre olhei para a famigerada “Nova onda do Metal Americano” com certo receio, pois sempre que se fala em “onda” eu vejo tendências sendo repetidas à exaustão. E com essa galera não foi diferente, CENTENAS de bandas fazendo o mesmíssimo tipo de som, onde poucos se destacam e realmente permanecem.
O Hatebreed meio que correu por fora dessa turma, mesmo tendo seu auge durante essa época. Jamey Jasta e sua turma sempre soaram mais fiéis ao termo ‘Metalcore’ que bandas como D.R.I. já praticavam, se afastando um pouco das bandas dessa “nova onda” e com um som forte, extremamente pesado e direto a banda hoje tem uma carreira já consolidada no metal mundial.
A começar pela capa linda de doer, outro trabalho absurdo do artista Eliran Kantor (que está “bombando” no mundo do metal com capas lindíssimas de bandas como Testament, Helloween, Soulfly) e com um título forte, “Weight of The False Self” é uma pedrada de menos de 35 minutos dividida em 12 socos no seu estômago que não terão pena do seu pescoço.
A faixa de abertura “Instinctive (Slaughterlust)” já entra com os dois pés na porta, e já traz algo de Slayer da época do Diabolus in Musica/God hate Us All à sua mente e tem um groove matador, além de ter um clipe muito legal.
“Let All Then Rot” vem com mais frases fortes e escancara uma característica que estará presente em todo o play, que é uma variedade de andamentos extremamente bem vinda.
Outro destaque é a música título, que tem riffs secos e a voz potente de Jamey cospe uma letra muito foda, assim como “Dig Your Way Out” que tem riffs palhetados que beiram o Thrash Metal.
O álbum é de extrema fácil audição, ótimo pra abrir aquela roda imaginária (em tempos de pandemia) na sala de casa pois este disco é uma ode ao bate cabeça.
É muito interessante ver como a banda usa bem todas as nuances do Hardcore Nova Iorquino com riffs mais “metálicos” criando atmosferas variadas em um estilo que muitos pregam que não há espaço para criatividade. Em “Weight of The False Self”, o Hatebreed não reinventa a roda, mas nos entrega um som pesado, coeso, honesto e muito eficiente. E precisa mais?
Thiago Barcellos





