Hazzerd – “Delirium” (2020)

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Hazzerd – “Delirium” (2020)
Salem Rose Music & M-Theory Audio
#ThrashMetal

Para fãs de: HavokDeath AngelMunicipal Waste

Nota: 9,0

Após 3 anos de seu primeiro disco, ”Misleading Evil” (2017), a banda canadense Hazzerd faz com que comecemos o ano de 2020 com o pé direito e com muito bate cabeça. O novo lançamento do grupo chega ao mercado no próximo dia 24 de janeiro e se chama “Delirium”, e é do que podemos classificar como um perfeito trabalho de Thrash Metal, mesmo você sendo fã das bandas mais clássicas ou dessa nova safra que apareceu da metade dos anos 2000 pra cá, aposto vai concordar comigo.

Basicamente as 10 faixas que compõem o track list do disco apresentam todas as características que o estilo carrega e prega na sua essência, como a agressividade no instrumental e nas letras extremamente afiadas, passando por temas como fanatismo religioso, morte, corrupção e conspirações. Os riffs rápidos e certeiros que fazem a felicidade de qualquer thrasher de plantão estão por todas as partes, aliás, um ponto a se destacar é a timbragem dos instrumentos, um verdadeiro show à parte, trazendo aquele som cortante com capacidade de cortar carnes fracas e desprovidas de Heavy Metal.

Outro ponto muito legal que temos em “Delirium”, por mais que a velocidade seja o carro chefe seja o que queremos, é que o grupo não ficou preso a isso, sabendo muito bem preencher todos os espaços com algumas quebras de ritmos, colocando aqui e ali um certo virtuosismo, fazendo com que algumas faixas ganhassem uma certa complexidade com cara de jam session, e é nessa hora podemos classificar a banda como um neto distante do Megadeth da época do “Rust In Peace”. Outra banda que podemos citar é o Metallica. Em “Call of the Void”, o Hazzerd mostra uma belíssima peça instrumental cheia de harmonia, dedilhados, peso rastejante, criatividade em estado puro, uma música que faz jus ao legado de Cliff Burton, totalmente arrepiante.

Entre guitarras pesadas, melodias, gritos e muito barulho, “Delirium” é constante, é impar, um trabalho que mesmo sendo lançando no primeiro mês do ano deve estremecer as estruturas do underground pelos próximos 11 meses.

William Ribas

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