
Hellish War – “Wine Of Gods” (2019)
Independente
#HeavyMetal
Para fãs de: Grave Digger, Rage, Judas Priest
Nota: 9,0
Com mais de 20 anos de carreira, o Hellish War segue empunhando firme a bandeira do Heavy Metal, e quando eu digo isso, falo daquele modelo que consagrou o estilo, pois na sonoridade do grupo não há espaços para nenhum tipo de invencionice, ou qualquer coisa que possa vir a prejudicar a luta e paixão da banda pelo verdadeiro metal. Pode até soar clichê essa minha firmação, mas escute “Wine Of Gods”, o novo trabalho do quinteto, que você entenderá perfeitamente.
Bill Martins (vocal), Vulcano (guitarra), Daniel Job (guitarra), JP (baixo) e Daniel Person (bateria), trazem, seis anos após o último trabalho (“Keep It Hellish”, de 2013), 10 faixas carregadas daquele sentimento ímpar, que só quem tem o Heavy Metal no sangue sabe identificar.
Gravado no Omni Studio em Cosmópolis/SP e Reverbera Studio e Santos/SP, o álbum foi mixado e masterizado no Picolli Studio em Londres, na Inglaterra, por Ricardo Picolli, que soube manter a sonoridade da banda intacta. O que já fica evidente na ótima faixa de abertura “Wine Of Gods”, que começa lenta, arrastada, mas que ganha a bateria pesada e brutal de Daniel Person, enquanto as guitarras de Vulcano e Daniel Job trazem toda a essência do metal germânica, seja pelos riffs, seja pela melodia. “Trial By Fire”, na seqüência, é um metal tradicional, rápido e certeiro, enquanto “Falcon” transborda o espírito dos anos 80, sem que isso soa depreciativo, ainda mais levando em conta a qualidade do grupo na hora de compôr.
“Dawn of the Brave” mantém o clima pesado, deixando para “Burning Wings” a veia Hard do grupo aflorar. Claro que não estou falando que a banda traz nessa faixa o Hard Rock consagrado por nomes como Mötley Crue, Kiss, Ratt e afins. A composição tem uma pegada Hard N’ Heavy bem trabalhada e executada. Mas o grande destaque do trabalho é “Warbringer”, que conta com a participação de Chris Boltendahl, do Grave Digger, dividindo os vocais com Bill Martins, o que trouxe um contraste interessante, num clima totalmente metal tradicional. Ainda podemos destacar “Paradox Empire”, outro momento que nos remete ao metal alemão, em especial ao Grave Digger.
“Wine Of Gods” é um trabalho maduro, intenso e verdadeiro. Um álbum com a cara e personalidade do Hellish War.
Sergiomar Menezes





