
HellLight – “As We Slowly Fade” (2018)
Solitude Productions | Mutilation Records
#FuneralDoomMetal, #AtmosphericDoomDeathMetal, #EpicFuneralDoomMetal
Para fãs de: Skepticism, Fallen, Pantheist, Shape of Despair
Nota: 10
Na ativa desde 1996, o HellLight ao lado de nomes como: The Cross, Mythological Cold Towers, Serpent Rise, Imago Mortis, Silent Cry, Eternal Sorrow, Adagio e outros, formam o panteão das grandes bandas de Doom Metal nacionais, sendo responsável por trazer o Funeral Doom aos enredos do Underground.
A excelência do HellLight consiste na forma única em que aliam a exuberância do Epic Doom à melancolia do Funeral, fosse feito um estudo mais aprofundado, indo ao DNA, seria como um híbrido de Candlemass, Scald e Solitude Aeturnus com Skepticism, Thergothon e Funeral, ilustrando assim, de forma aproximada, sua sonoridade.
Em ” As We Slowly Fade” ouvimos todas as características marcantes da banda, ou seja, temos os memoráveis solos de guitarra, as atmosferas épicas e majestosas, a voz potente e emotiva de Fabio De Paula e peso, muito peso em contraste com alguns delicados arranjos que encontramos ao longo do álbum, tudo feito com muita coesão e alma.
A começar pela arte da capa, um deleite aos olhos promovido magistralmente por Rodrigo Bueno (Lacrima Mortis), ilustrando a metáfora sobre a efemeridade da vida de maneira poética.
Indo ao disco, e contabilizando a introdução, temos 7 capítulos da mais pura essência do Funeral Doom.
Coube a homônima, “As We Slowly Fade” que conta com a participação do vocalista americano, John Suffering (Chalice Of Suffering), abrir o cortejo, sendo desoladora, mas imponente e um dos pontos altos do disco, seguida pela climática e amarga, “While The Moon Darkens”, onde o Funeral Doom impera de forma obscura e soturna, sendo sucedida pela “skepticismiana”, “The Ghost”, com teclados emulando órgãos no estilo dos finlandeses, mas possuindo um aspecto lúgubre ainda mais acentuado e até mesmo, perturbador: “Bridge Between Life And Death” traz a sui generis do HellLight à tona, com belos riffs e uma bateria bem imposta, véus atmosféricos e um refrão lindíssimo entoado de voz limpa. Aproximando-se do fim temos um encontro de gigantes, HellLight e Mythological Cold Towers, aqui representado pelo lendário, Samej Coatl, na tétrica e angustiante, “The Land Of Broken Dreams”.
O último adeus chega com a surreal “Ocean”, faixa que originalmente contaria com a participação mais que especial do eterno Warrel Dane (Sanctuary, Nevermore), o mesmo chegou a conhecer a música, mas infelizmente não teve tempo de dar a ela toda a dramaticidade de sua voz, ainda sim a banda decidiu grava-la, sendo literalmente a apoteose do disco, um réquiem digno a uma das mais belas vozes que o Mundo já teve a honra de ouvir.
“As We Slowly Fade” acrescenta mais um belo capítulo à discografia do HellLight, composto por ondas e mais ondas de emoções em slow motion
Fábio Miloch





