
Hollow Haze – “Between Wild Landscapes and Deep Blue Seas” (2019)
Frontiers Music
#SymphonicMetal, #PowerMetal
Para fãs de: Kamelot, Nightwish
Nota: 8,5
Honrando o legado do Kamelot, a banda italiana Hollow Haze entregou um disco que equilibra perfeitamente o lado sinfônico com o peso das guitarras, sendo a cereja do bolo o ótimo timbre e modo de cantar dramático do vocalista Fabio Dessi. Assim, “Between Wild Landscapes and Deep Blue Seas” tem bons destaques como “A Different Sky” e “You´re My End and My Beginning”, músicas que possuem linhas vocais emocionantes de se ouvir e trabalham bem o peso com riffs não muito complexos, mas que marcam presença.
Ao fugir da armadilha de querer colocar orquestrações em tudo que é buraco no arranjo, o Hollow Haze não cansa o ouvinte: “Through Space And time”, por exemplo, tem aquela velocidade marcante dos melhores discos do Kamelot, enquanto “I Will be There” é uma genuína balada que tempera bem o tracklist. No geral, o disco tem um padrão sonoro bastante razoável, sem grandes propostas inovadoras, mas acertando na maioria das vezes.
Um grande acerto foi deixar sempre Fabio em primeiro plano, evidenciando seu timbre. O respeito aos ícones do gênero permeia o disco: logo no começo em “Destinations” e “Oblivion” vemos uma nítida influência do Nightiwish. É sempre legal ver bandas de Symphonic Metal com vocal masculino nesse estilo interpretativo, sem escapar para o timbre mais agudo. Prova que o gênero sobrevive também sem as clássicas divas que dominam a cena.
Por fim, “Between Wild Landscapes and Deep Blue Seas” não tem nenhuma música que marque a ponto de você sair cantarolando pelas próximas semanas, mas é muito bem composto e arranjado. Sem dúvidas, trata-se de uma banda que não entra para perder, e pode agradar muito bem quem torce o nariz para vocais muito agudos e não abre mão de uma boa pegada orquestrada.
Gustavo Maiato





