
Bangalore Choir – “On Target” (1992)
Giant Records
#HardRock
Para fãs de: David Reece, Burning Rain, Hericane Alice
Nota: 9,5
Depois de deixar o Accept, o vocalista David Reece voltou para Los Angeles com o objetivo de formar uma banda pesada, mas melódica, com seu amigo, o baterista Rusty Miller. Enquanto David procurava um bom nome, seu irmão Robert, que é fuzileiro naval, sugeriu: “Por que não chamar Bangalore?” Sem saber o que era um “Bangalore”, Robert explicou: “É um torpedo militar!” David curtiu, mas sentiu que precisava de algo mais, então adicionou a palavra “Choir”. Nascia o Bangalore Choir, a união de grandes harmonias e vocais explosivos.
No Guitar Institute of Technology (atual Musicians Institute) em Hollywood, David encontrou a dupla John Kirk (guitarra) e Danny Greenberg (baixo). Enquanto compunham e ensaiavam, John mencionou o guitarrista Curt Mitchell, com quem ele havia trabalhado anteriormente no grupo Razormaid. “Claro, traga-o”, disse Reece. Rusty e Danny deram o fora pouco antes de o Bangalore Choir assinar com a Giant Records e gravar “On Target”. Seus substitutos foram, inicialmente, Derek Thomas (ex-Brunette) e Ian Mayo (ex-Hericane Alice). Thomas não duraria, cedendo a vaga para o também egresso do Hericane Alice, Jackie Ramos.
Por mais que o repertório inclua cortes de primeira como “All or Nothin’”, “Slippin’ Away”, o single “Loaded Gun”, a recauchutagem de “Angel in Black” — número de abertura outrora descartado pelo Autograph — e um hit em potencial com “Doin’ the Dance” — escrita por Jon Bon Jovi em parceria com Aldo Nova —, a paisagem havia mudado, e bandas como Nirvana, Pearl Jam e Soundgarden já haviam dominado as ondas do rádio e a programação da MTV. Passados apenas três meses, a Giant convocou David e os outros para dizer que estava tudo acabado. Sem saber para onde ir, o Bangalore Choir se separou. A frustração do vocalista foi tamanha que este decidiu sair de cena, indo trabalhar na construção civil. Levaria anos até que sua voz fosse ouvida novamente, à frente do sueco Gypsy Rose, mas isso é outra história.
Marcelo Vieira





