
House of Lords – “Demons Down” (1992)
PolyGram
#HardRock, #MelodicRock, #AOR
Para fãs de: Giuffria, Tyketto, White Lion
Nota: 8,5
A qualidade musical pode até dizer o contrário, mas a verdade é que desde o fim da turnê do seu primeiro disco, o House of Lords vinha se desmantelando. O primeiro a dizer adeus foi o guitarrista Lanny Cordola, substituído por Michael Guy, músico com passagem por bandas como Hurricane e Shark Island. Um ano mais tarde foi a vez do batera Ken Mary pedir as contas. Guy aproveitou o embalo e deu no pé também. Reduzido a James Christian, Gregg Giuffria e Chuck Wright, o HOL trocou de gravadora e acrescentou o veterano Tommy Aldridge às suas fileiras. No entanto, o clima entre Gregg e Chuck, que não era dos melhores, resultou na saída do baixista. Com Sean McNabb no baixo e Dennis Chick na guitarra, o House of Lords entrou em estúdio no final de 1991 e saiu de lá com o que James considera o melhor álbum já gravado pela banda.
Lançado em abril de 1992, “Demons Down” é também o meu álbum preferido na discografia do House of Lords. Após uma atmosférica introdução de mais de um minuto, “O Father” dá início aos trabalhos com peso e cadência muito bem dosados. A faixa-título, lançada como single, apesar de à primeira ouvida soar como uma cópia de carbono de “Can’t Find My Way Home”, se destaca pelo desempenho brilhante de James. O outro single foi a balada “What’s Forever For”, que, com seu refrão açucarado, talvez seja a canção mais conhecida por aqui. Ainda no âmbito das baladas, enquanto “Spirit of Love” tem ecos de Whitesnake, “Inside You” consiste na prova máxima da maestria de Gregg nos teclados.
A fatia pesada do álbum tem “Metallic Blue” (escrita por Mike Slamer e posteriormente gravada pelo seu Steelhouse Lane), “Down, Down, Down” (atenção ao baixo cavalar de McNabb nesta aqui) e “Johnny’s Got a Mind of His Own” (backing vocals de ninguém menos que Paul Stanley do KISS) na dianteira. A saideira vem com o empolgante hino que nunca foi, mas que devia ter sido hit “Can’t Fight Love”. Não tendo vendido o que se esperava, Demons Down tornar-se-ia o fim da linha para o House of Lords, que só se reuniria anos mais tarde, com James Christian na condição de dono da banda — papel que exerce até hoje, graças aos deuses do Melodic Rock e AOR.
Marcelo Vieira




