House Of Lords – “Saint Of the Lost Souls” (2017)

17156184_839032442903708_609839491677879436_n
Compartilhe

House Of Lords“Saint Of The Lost Souls” (2017)
Frontiers Music srl

Nota: 8,5

Quando “Harlequin” (de introdução progressiva e flertes com o Heavy Metal), faixa de abertura deste “Saint of the Lost Souls”, terminou, eu sabia que teríamos um grande trabalho do House of Lords novamente!

“Indestructible” (2015), álbum anterior, decepcionou um pouco pelos excessos da produção e linhas vocais de James Christian, minando um trabalho que trazia uma proposta interessante dentro da continuação da musicalidade do belíssimo “Precious Metal”, álbum de 2014 que promoveu uma volta às raízes da banda.

Décimo álbum do House Lords (com produção do próprio vocalista), “Saint of the Lost Souls” vem ser o ponto de inflexão desta sequência discográfica, seguindo dentro do Melodic Rock explorado nos dois trabalhos anteriores, mas de modo bem equilibrado, inspirado e sem excessos.

Diminuíram os teclados e deram mais espaço às guitarras de Jimi Bell (melódicas nos riffs, e inflamadas e virtuosas nos solos), que se tornaram a alma das composições, sustentadas por uma cozinha orgânica e precisa, formada por Chris Tristam e B.J. Zampa.

Os refrãos continuam envolventes, mas, no geral, a dramaticidade, a saturação e a grandiosidade de antes foram amainadas, sendo trocadas por um dinamismo renovador e oxigenante para os arranjos, que vão dos flertes com o Heavy Metal, em “Saint of the Lost Souls” e “Grains of Sand” (melhor faixa do álbum), além da já citada “Harlequin”, até o AOR mais acessível de “Hit The Wall” e “New Day Breakin'”.

Além disso, dentro daquela musicalidade classuda que todo fã espera do House of Lords, se destacam: a balada nada piegas “The Sun Will Never Set Again”, o Hard Rock/Blues à lá Whitesnake de “Concussion”, “Art of Letting Go” e “Oceans Divide”.

Aos meus ouvidos, “Saint of the Lost Souls” soa mais sóbrio, melancólico e classudo, e se não superou “Prescious Metal”, ao menos já empatou o jogo após o discutível “Indestructible”.

Marcelo Lopes Vieira

Compartilhe
Assuntos

Veja também