Hypocrisy – “A Taste of Extreme Divinity” (2009) (Relançamento 2025)

Hypocrisy
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Hypocrisy – “A Taste of Extreme Divinity” (2009)
(Relançamento 2025)

Nuclear Blast | Shinigami Records
#DeathMetal #MelodicDeathMetal #IndustrialMetal

Para fãs de: At The Gates, Arch Enemy, Bloodbath

Texto por Lucas David 

Nota: 10

O Hypocrisy possui trabalhos brutais em sua extensa carreira, desde os clássicos primeiros álbuns, passando por mudanças de estilo em The Fourth Dimension (1994), pela obsessão por alienígenas/OVNIs, sua suposta despedida em The Final Chapter (1997) e o retorno triunfal com Into The Abyss (2000) e The Arrival (2004). Mesmo após todo esse tempo, Peter Tägtgren continua na ativa e, em meio a projetos paralelos (Pain, Bloodbath, Lock Up) e sendo um dos produtores mais requisitados dentro do metal, ainda consegue manter o Hypocrisy relevante no cenário do metal extremo. Sendo assim, não seria surpresa que ele reunisse todos os elementos que funcionaram em seu catálogo e entregasse A Taste of Extreme Divinity, um disco que não retoma totalmente a brutalidade dos primeiros álbuns, mas é melódico, selvagem e bem elaborado.

O trabalho apresenta uma produção cristalina e absolutamente massiva, com riffs sujos e pesados que preenchem todos os espaços e empurram o ouvinte contra a parede. Outro ponto marcante é o abandono, ainda que temporário, dos temas de ficção científica/OVNIs em favor de assuntos mais tradicionais do Death Metal, como guerras, assassinatos e afins, deixando o som mais sinistro e ameaçador — algo que o excelente título e a capa do disco exemplificam bem.

“Valley of the Damned” abre os trabalhos com uma avalanche de riffs de guitarra, bateria com o pé fincado no acelerador e vocais monstruosos. Algumas passagens mais melódicas remetem imediatamente ao Arch Enemy, além de trazerem elementos de Black Metal, estilo que Tägtgren sempre manteve presente em seus álbuns, seja nos vocais ou nos riffs. “Hang Him High” vem na sequência com um ritmo mais próximo do Metal Industrial, bateria marcando o headbanging e um refrão poderoso, claramente pensado para ser cantado ao vivo.

“Solar Empire” retoma os vocais mais rasgados, guitarras melódicas e mais um refrão pegajoso, funcionando como um exemplo do Hypocrisy mais moderno e do som que dominava o mercado no final dos anos 1990 e início dos anos 2000. Já “Weed Out The Weak” é a faixa mais brutal e pesada que a banda havia lançado em muito tempo. Seu começo explosivo carrega um tom ameaçador, com vocais selvagens, blast beats estrondosos e guitarras cortantes. A faixa-título é igualmente brutal, funcionando como um exemplo de Death Metal em sua forma mais extrema — algo que, para alguns, fez falta durante a fase mais voltada à ficção científica do grupo.

Polido, profissional, inteligente e, ao mesmo tempo, dominado com habilidade pelo Death Metal, A Taste of Extreme Divinity mostrou evolução e aprimoramento no som do Hypocrisy. Mesmo após alguns tropeços anteriores, o disco funcionou como prova de que a banda certamente pertence ao mais alto nível do Death Metal mundial.

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