In The Woods – “Omnio – Bardo Edition” (1997) (Relançamento 2020)

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In The Woods – “Omnio – Bardo Edition” (1997) (Relançamento 2020)
Cold Art Industry Records 2.0
#ProgressiveRock#AvantGardeMetal#DoomMetal

Para fãs de: Green CarnationThe 3rd and the MortalFleuretytheGathering (antigo)

Nota: 10

Cada fã, “enólogo” ou maníaco por música, esteja ela em qual vertente for, tem sua década favorita – seu templo e seu próprio Eldorado musical. Nada mais é, a memória, senão um retrato do tempo; o bunker dos saudosistas e nostálgicos; o seu lugar de revisita à antigas fragrâncias, sabores, cores e sons, que não mais existem nestes dias, sob nossos pés, o mundo em constante reforma.

A década de 90 foi e é de uma enorme importância e representatividade para o Metal Extremo, um período de rascunhos com substância, de experimentações e de álbuns definitivos, hoje, verdadeiras jóias. Bandas de Black Metal, Death, Doom e Gothic Metal conceberam seus melhores e mais conceituados álbuns nela, obras definitivas, cultuadas – legítimos testemunhos musicais de uma época em que a arte tinha mais importância que os rótulos e o deguste da música era pleno e não seguia paradigmas.

Formado em 1991, na Noruega, o In The Woods…, é totalmente distinto das demais bandas nascidas na mesma época, incluindo seus conterrâneos. Munida de diversas influências e expressões extremas, com uma profundidade e matéria, poucas vezes vista/e ouvida, tanto naquela época, quanto agora.

Em 1995 a banda exibiu sua primeira joia – “Heart Of The Ages”, mas foi dois anos mais tarde que todo o seu tesouro foi devidamente relevado, “Omnio”, era finalmente concebido. Nele, a veia progressiva do In The Woods… seria completamente aberta e exposta, e aliada, à sua capacidade ímpar de criar atmosferas únicas, místicas e transcendentais.

Violinos, celos, vocais femininos e delírios floydianos floreiam por todo o álbum, em épicos de pura beleza como: “299 796 km-s”, “Weeping Willow” e na surreal trilogia, “Omnio” – (“Pre”, “Bardo” e “Post”). A divagante “Kairos!”, traz em seus pouco mais de 3 minutos, muito da essência do antigo The Gathering e também do The 3rd And The Mortal. A poderosa “I Am Your Flesh”, pode ser adjetivada como perfeita. De bônus, nesta belíssima e primorosa edição, que é creditada com méritos a Cold Art Industry, temos a versão ao vivo de “299 796 km-s” – que prova que a mesma mágica registrada em estúdio, também pode ser recriada nos palcos, com a mesma ou até maior, intensidade.

Um relançamento necessário, obrigatório a meu ver, o resgate de uma parte importantíssima da biografia do Metal Extremo. Existem discos de valor histórico e existem discos, que escrevem a história, “Omnio”, é um escritor.

Fábio Miloch (Colaborador)

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