Inhuman Condition – “Mind Trap” (2025)
High Roller Records | Listenable Insanity Records
#DeathMetal #ThrashMetal #OldSchoolDeathMetal
Para fãs de: Massacre, Death (antigo), Cancer
Texto por Lucas David
Nota: 9,0
Se você busca um Death Metal bem executado e old school, o Inhuman Condition se encaixa perfeitamente nesse quesito. A banda entrega um trabalho descompromissado, sem a pretensão de reinventar o estilo, mas com peso e energia suficientes para agradar os fãs do metal vindo da Flórida. Taylor Nordberg (guitarra), Jeramie Kling (vocal e bateria) e Terry Butler (baixo) são nomes respeitados no gênero e deixaram uma marca impressionante com Rat°God (2021), embora não tenham mantido o mesmo nível com Fearsick (2022).
Agora, chegam ao terceiro trabalho, Mind Trap, retomando os melhores elementos de sua sonoridade e adicionando mais peso, técnica e fluidez às composições — afastando-se ainda mais da sombra do Massacre, que pairava sobre os primeiros lançamentos.
Partindo da base tradicional do Death Metal da Flórida, a banda incorpora desta vez mais groove às músicas — algo evidenciado logo na faixa de abertura, “Severely Lifeless”, com seu andamento cadenciado e dinâmico, recheado por um ótimo solo de guitarra. Aliás, o álbum é repleto deles, alguns remetendo diretamente ao estilo de Rick Rozz (Death, Massacre), com o uso expressivo da alavanca como se não houvesse amanhã.
“Face For Later” traz uma pegada mais acelerada, com o Death Metal cru como fio condutor. Os vocais de Kling estão ainda mais viscerais, conferindo um tom mais ameaçador à faixa. A bateria castiga os ouvidos com precisão, e novamente temos um solo de derreter o rosto.
Após várias audições de Mind Trap, “The Betterment Plan” se destaca como uma das melhores faixas do disco. Com andamento mid-tempo intercalado por trechos mais rápidos, a música apresenta um groove contagiante, que faz a cabeça do ouvinte bater quase de forma inconsciente. É um verdadeiro retorno aos dias de glória do Death Metal da Flórida — algo que os metaleiros da velha guarda certamente vão apreciar.
“Mind – Tool – Weapon” abre com acordes pesados e sombrios, antes de mergulhar em riffs Thrash/Death cheios de intensidade. Já “Chaos Engine” é um deleite de palm mutes e ritmo envolvente, com vocais novamente em destaque e mais um solo destruidor.
A arte da capa, novamente assinada por Dan Goldsworthy, é deslumbrante e gore na medida certa — complementando perfeitamente o impacto sonoro do álbum. A própria banda ficou responsável pela produção, gravação, mixagem e masterização no estúdio Smoke & Mirrors Productions, cuidando de cada detalhe para que tudo soasse da forma correta. O resultado é um álbum orgânico, pesado e bem equilibrado, com guitarras encorpadas, baixo pulsante e bateria vibrante.
Se você já é fã do Inhuman Condition, pode ficar tranquilo: Mind Trap se baseia nos acertos dos discos anteriores, sem se afastar de suas raízes. Agora, se ainda não conhece a banda mas é fã de Death Metal old school, este álbum não vai te decepcionar!





