Shadow of Intent – “Imperium Delirium” (2025)

Shadow of Intent
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Shadow of Intent – “Imperium Delirium” (2025)

Independente | Blood Blast Distribution
#Deathcore #SymphonicDeathcore

Para fãs de: Lorna Shore, Signs of The Swarm, Disembodied Tyrant

Texto por Lucas David

Nota: 9,5

Após uma década do lançamento do seu primeiro álbum, o Shadow of Intent permanece totalmente independente, porém conseguiu o feito de entregar excelentes discos, levando a banda ao topo da lista das grandes do Deathcore, ao lado de Lorna Shore e Whitechapel. Isso serviu para mostrar a todos, e a eles mesmos, que não era necessário o patrocínio de uma grande gravadora para lançar trabalhos de qualidade e não parecer cínicos. Com isso, a banda chega ao seu mais novo álbum, Imperium Delirium, que certamente terá diversos concorrentes, mas que já nasceu com selo de clássico do Deathcore mundial.

Seu álbum anterior, Elegy (2022), já era digno de aplausos, e com Imperium Delirium a banda seguiu a mesma fórmula de sucesso, porém refinou alguns aspectos e entregou algo brutal, com toques melódicos e muita atitude. Nada particularmente drástico aconteceu, e ainda assim o Shadow of Intent soa mais intenso e dinâmico do que nunca. Em termos de peso, este é o disco mais destruidor até agora, mas também o mais sofisticado. Os clichês do Deathcore estão aqui, porém mesmo quando Chris Wiseman (guitarra) desfere um breakdown particularmente agressivo, ele adiciona algumas partes eletrônicas e texturas orquestrais, elevando tudo a um nível ameaçador. Temos uma avalanche sci-fi soando como o fim intergaláctico de todas as coisas.

Abrindo o disco, “Prepare to Die” já acerta o ouvinte com força total, ditando o ritmo das faixas seguintes. O peso de cada batida, a velocidade dos riffs e os vocais de Ben Duerr são um deleite para os fãs. As partes mais lentas e com groove são um ótimo atrativo, além de possuir um solo cheio de melodia. “Flying the Black Flag” foi um dos singles, e a banda acertou muito em promover o novo trabalho com ela. A velocidade absurda, aliada às guitarras que criam uma atmosfera épica junto a uma bela orquestração, os vocais inumanos de Duerr e um breakdown matador fazem desta uma das melhores do disco.

“Infinity of Horrors” é mais uma faixa brutal, com todos os elementos elevados a uma nova potência, sejam os vocais, os riffs de quebrar pescoço ou a orquestração. O Shadow of Intent criou algo que será incrível de ver ao vivo. “Mechanical Chaos” tem um ritmo com mais groove no início e logo se transforma em um trem desgovernado cheio de blast beats e com sintetizadores sci-fi espalhados por todo lugar. Mas as maiores emoções vêm quando o Shadow of Intent vai direto à jugular.

“Feeding the Meatgrinder” é uma abominação assassina, com vocais de George “Corpsegrinder” Fisher e grooves agressivos da escola punitiva e desagradável do Cattle Decapitation. “Beholding the Sickness of Civilization” é uma joia do Deathcore mais arrastado, com toques de Death Metal melódico e uma energia cheia de rancor old school. A faixa-título fecha o disco em uma demonstração de audácia de sete minutos, exagerada em todos os elementos, que deixa tudo ainda mais forte e mostra por que a banda é tão reverenciada.

Tudo presente nesse disco vai além do Deathcore comum. É um exemplo de como bandas conseguem criar trabalhos únicos, que marcam gerações e as tornam monstros dentro dos gêneros. Com Imperium Delirium, o Shadow of Intent marcou não só sua história, mas também o ano com um dos grandes lançamentos, algo que certamente fará outros suarem a camisa para alcançar tamanha qualidade.

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