Jethro Tull – “Aqualung Live” (2005)
(Relançamento 2026)
Shinigami Records
#ProgRock #FolkProgRock
Para fãs de: Nektar, Focus, Golden Earring
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 9,0
A fim de celebrar vinte anos de lançamento de Aqualung Live, Jethro Tull relançou uma versão remasterizada do álbum em 21/11/2025. Originalmente, a gravação do registro ocorreu em 23/11/2004 no XM Studios em Washington D.C. com a presença de 40 mil convidados, porém, seu primeiro lançamento oficial aconteceu em 19/09/2005.
Assim como ocorre no clássico álbum de estúdio, cujo o lançamento ocorrera em 1971, o disco ao vivo abre com a sua conhecida faixa-título. Sem medo de equívoco, digo que somente alguém como eu, que já teve o imensurável prazer de assistir a essa incrível banda, sabe a sensação empolgante de ouvir os riffs de “Aqualung”, ao vivo, pela primeira vez. Pois, tão logo a guitarra soa e a lendária voz de Ian Anderson entra em ação, não há como não arrepiar-se.
Embora não tenha feito parte desse mesmo show, mais arrepios provoca “Cross-Eyed Mary”. Principalmente, quando me lembro que a ouvi pela primeira vez na versão do Iron Maiden, que, aliás, estava em sua fase áurea. Todo esse filme passou novamente em minha cabeça enquanto fiz minhas repetidas audições do full lenght em questão.
Infelizmente, não ouvi a dobradinha “Cheap Day Return” e “Mother Goose” em 2015 no Teatro Bradesco, já que só a primeira delas foi executada. Entretanto, juntando o que assisti naquela noite a audição de ambas, consegui desenhar as cenas em minha mente de como seria desfrutá-las. Exatamente da mesma forma me refiro a “Wond’ring Aloud” e “Up To Me”, que tampouco estavam no repertório. Contudo, a qualidade musical do Jethro Tull é tão gigante e marcante que se torna simples deslumbrar tais momentos.
A maioria dos fãs de Jethro Tull prefere “Aqualung” e “Cross Eyead-Mary”, no entanto, prefiro a mescla entre a sutileza e o peso de “My God”. Se as citadas anteriormente causam arrepios, “My God” leva ao estado do puro êxtase. Diga-se de passagem, a produção da gravação ao vivo ficou ótima. Como não imaginar, Ian Anderson, de pernas cruzadas, executando sua flauta mágica, certamente, uma cena que jamais esquecerei.
“Hymn 43”, por sua vez, é um mergulho absoluto no Folk/Rock, mas garanto que não há razão para reclamações. Só o show de flauta sozinho valeria cada segundo de cada audição. Como no álbum de estúdio, “Slipstream” serve somente de introdução para a clássica canção que vem em seguida, “Locomotive Breath”. Ainda que já faça 11 anos desde 2015, me lembro como se fosse agora do público batendo palmas ao som da respiração locomotora.
Enfim, “WInd-up”, como deve ser, fecha o ótimo Aqualung Live. Resumindo, as prazerosas audições desse álbum deram, para mim, muito mais significado àquela noite de 07/10/2015. Jethro Tull é música suprema e, portanto, está acima de qualquer crítica.





