Jorn – “Over The Horizon Radar” (2022)
Frontiers Music
#HardRock #MelodicMetal #HeavyMetal
Para fãs de: Dio, Avantasia, Masterplan, Pretty Maids
Nota: 6,5
Desde 2017 sem lançar um álbum de inéditas Jorn Lande (Avantasia, The Snakes, Solo, Vagabond, Allen/Lande, Masterplan, Millenium, Ark) está de volta com “Over the Horizon Radar”, seu décimo álbum de estúdio, contando com Tore Moren (guitarra: The Snakes, Arcturus, Rain, Street Legal), Adrian Sunde Bjerketvedt (guitarra), Nik Mazzucconi (baixo: Edge Of Forever, Moonstone, L.R.S., Fergie Frederikssen, Sunstorm), Alessandro Del Vecchio (teclados: Edge Of Forever, Sunstorm, Hardline, LoveKillers, Enemy Eyes) e Francesco Jovino (bateria: U.D.O, Moonstone, Edge Of Forever).
Sem necessitar de introdução ou apresentação já que estamos tratando de um dos grandes vocalistas da atualidade que há algumas décadas tem nos dado o prazer de ouvir suas músicas, Jorn nos traz um álbum cheio de riffs estrondosos, solos épicos e cozinha robusta, tudo isso banhado e embrulhado em vocais absurdos e fora da curva.
Óbvio que Jorn é um espetáculo em si só (ele nunca decepciona), mas o problema não é ele e sim as músicas. Tudo é muito bem tocado, produzido, mixado, mas está faltando algo. Ainda mais se tratando de Jorn que mantém a expectativa sempre no mais alto patamar.
Administrar uma fábrica de músicas nem sempre é fácil e mesmo assim somos sempre brindados com pérolas da Frontiers, mas criar um padrão para soar como “Frontiers” é que muitas vezes prejudica o produto final.
Como destaque temos a faixa-título, a melancolia em diversas intensidades de “My Rock And Roll”, “One Man War” claramente inspirada em Ronnie James Dio, o groove de “Black Phoenix”, o peso de “Ode To The Black Nightsade” e a épica “Faith Bloody Faith” escrita para a pré-seleção do Eurovision Norueguês.
Se você for fã desse estilo ou fã de metal, mergulhe de cabeça, pois “Over the Horizon Radar” tem como lhe satisfazer e apesar de não explorar novos caminhos e não ser um dos melhores álbuns da prolífica carreira de Jorn, é um de seus melhores na última década.
João Paulo Gomes





