Jungle Rot – “Cruel Face Of War” (2026)
Unique Leader Records
#DeathMetal
Para fãs de: Entombed, Bloodbath, Unleashed
Texto por Cristiano Ruiz
Nota: 9,0
Embora Jungle Rot faça parte da escola americana de Death Metal, sua sonoridade me lembra mais as bandas suecas do Metal da Morte. Pelo menos, é essa a impressão que tenho desde que acompanho os lançamento do quarteto de Kenosha/Wisconsin, a partir de seu décimo álbum completo, o homônimo de 2018. Talvez provavelmente, o fato do vocalista e multi-instrumentista sueco Dan Swanö (Nothingale, ex-Bloodbath) fazer parte da equipe de produção dos três lançamentos desse período colabore para minha impressão.
Em 15/05/2026, o selo Unique Leader Records lançou Cruel Face Of War, décimo segundo full lenght do Jungle Rot. Atualmente, Dave Matrise (vocal e guitarra), James Genenz (baixo), Geoff Bub (guitarra) e Spenser Syphers (bateria) formam o line-up do quarteto que iniciou suas atividades em 1992.
Uma trinca totalmente convincente já na abertura
Após uma curta introdução, a audição começa com “Apocalyptic Dawn”, a qual não exagera em velocidade, mas traz peso na medida certa. Em seguida, a faixa título repete a dose com um pouco a mais de veemência. Ambas ainda têm aquela pitada de groove que deixa tudo ainda mais interessante.
“Maniacal”, single que divulgou Cruel Face Of War através de um videoclipe, ainda que seja a mais cadenciada dessa primeira trinca, é sua melhor faixa. Desde aqui tudo beira a perfeição.
Dave Matrise, a voz do Jungle Rot
O gutural de Dave Matrise, que também é guitarrista, é nítido como tem que ser, porém seu principal ponto alto é a ultra agressividade de seu punch. As músicas “Suffer in Silence”, “Radicalized”, assim como “Blade of Betrayal” são os melhores exemplos do que acabo de afirmar. Antes que restem dúvidas sobre a capacidade dos demais instrumentistas, destaco igualmente o competente trabalho dos demais músicos.
Assim que ouvi a introdução de “When the Elders Rise” pela primeira vez, pensei que seria a composição mais rápida desse álbum. No entanto, ela intercala momentos cadenciados. A faixa “Horrors Vile” conta com a participação de Dave Ingram (ex-Benediction) fazendo dueto com Matrise, contrastando as duas diferentes vozes. Como resultado, um momento único no registro.
Outra trinca ainda mais absurda encerra a audição
“Legacy of the Damned” conquistou bastante o meu gosto desde a primeira audição e é, portanto, a minha favorita em Cruel Face Of War. Essa minha escolha se deu principalmente pela maneira com a qual o baterista Spenser Syphers a conduz, pois isso a tornou singular. Logo depois, uma ótima faixa de quase dois minutos de duração, “Rot Riffs”, prepara o ouvinte para o encerramento.
“Hollow Husk” encerra a trinca final da obra e a torna ainda melhor que aquela que a inicia. Finalizando, Cruel Face The War conseguiu, ligeiramente, superar seus últimos dois antecessores, A Call to Arms (2022) e Jungle Rot (2018).
In short, congratulations to the band for another great job.





