
Kalidia – “The Frozen Throne” (2018)
Inner Wound Recordings
#PowerMetal, #SymphonicMetal
Para fãs de The Dark Element, Bare Infinity
Nota: 8,0
Diretamente da Toscana, na Itália, o Kalidia trouxe em seu segundo disco, “The Frozen Throne”, aquela mescla entre o Power e o Symphonic que resultou em músicas ora velozes ora épicas. Se “Circe´s Spell” e “Black Sails” apelam para uma veia oriental, “Orpheus” traz uma boa cadência onde a voz de Nicoletta Rosellini soa mais tocante. O álbum também ganha pontos pelos solos do guitarrista Federico Paolini e pelos arranjos em geral que favorecem os dois lados da moeda, o Power e o Symphonic.
Porém, mesmo que a fórmula geral de “The Frozen Throne” seja acertada, ela não se sustenta ao longo das 11 músicas, apresentando um ou outro momento onde o temido “mais do mesmo” emerge. A voz de Nicoletta não é daquelas onde instantaneamente nos apaixonamos. Seu timbre, é bem verdade, casa bem com as músicas, mas é preciso que seu ouvido se acostume um pouco antes.
Um destaque fica com “Myth of Masada”, uma das mais bem pensadas do disco e com uma melodia e atmosfera acima da média. Um puxão de orelha vai para o fato de a banda usar e abusar dos teclados e não ter um tecladista oficial em sua formação. Um dos sete pecados das bandas de metal em geral. Se uma banda se propõe a usar sons oriundos de sintetizadores e teclados, uma figura por trás das teclas é fundamental.
No geral, o Kalidia compôs um bom álbum, com algumas coisas para acertar. Talvez um dueto para Nicoletta ou pensar outros instrumentos que possam ser incorporados como leads de sintetizador ou coros mais épicos. As melodias em sua maioria funcionam, mas falta aquela cereja do bolo tão almejada que lançaria a banda ao panteão dos grandes de seu gênero.
Gustavo Maiato





