Khronic Infection – “Worldwide Metastasis” (2026)

WWM
Compartilhe

Khronic Infection – “Worldwide Metastasis” (2026)

Independente

#DeathMetal #DeathDoomMetal

Para fãs de: Morbid Angel, Autopsy

Texto por Cristiano “Big Head” Ruiz

Nota: 8,5

No dia 04/02/2026, em formato completamente independente, Khronic Infection lançou Worldwide Metastasis, seu primeiro álbum completo. Sua sonoridade, que ora lembra os primórdios do Autopsy ora o álbum Covenant do Morbid Angel, equilibra o peso do Death com a intensidade sombria do Doom. Felipe Nápoles (baixo), Fabiano Figueiredo (bateria), Felipe Sodré e Pedro Nápoles (guitarras) e Reinaldo Rocha (vocal) formam o line-up do quinteto. Não foi possível saber exatamente de qual cidade eles vem, mas está claro que são brasileiros.

A faixa “Womb of Rot” abre o registro trazendo com riffs que, embora sejam bem cadenciados, são viciantes. O trabalho da dupla de guitarristas, Pedro Nápoles e Felipe Sódre, é convincente, tanto nas bases quanto nos solos recheados de feeling. “Worldwide Metastasis”, faixa-titulo que vem logo depois, intercala o ritmo entre Death e Death/Doom Metal, acrescendo mais um impecável trabalho do duo das seis cordas. A maneira de cantar guturais de Reinaldo Rocha, inegavelmente, lembra David Vincent (I AM MORBID). No entanto, não há cópia e sequer tentativa, somente um referência que nasceu da minha percepção subjetiva.

“Khronic Infection”, canção que batiza a banda, segue uma linha semelhante a sua antecessora, sendo ainda mais pegasoja, principalmente por conta de seu solo de guitarra. Em seguida é a vez da visceral “Living Death”, que tem riffs que parecem mesclar o mestre Tony Iommi e a dupla clássica de guitarras do Slayer. Como resultado, isso proporciona uma excelente momento na audição.

Já a composição “Putrefaction of Humanity”, por sua vez, caminha um pouco mais pelo caótico universo do Death Metal, contudo a desgraça em forma de Metal segue presente. Nesse ponto, é justo destacar a cozinha composta pelo baixista Felipe Nápoles e pelo baterista Fabiano Figueiredo, já que ambos deixam clara sua competência. “Scorched Lands”, da mesma forma que a faixa anterior, sublinha o Metal da Morte sem deixar o Doom de lado. Além disso, há nela perceptíveis elementos de Thrash old school.

A cada nova canção, tudo parece mais grave, sombrio e, assim que os primeiros segundo de “Plague of Ignorance” começam a soar, essa impressão segue a mesma. Entretanto, temos a aqui, sem sombra de dúvida, o meu solo de guitarra favorito. A fim de encerrar o debut do Khronic Infection, “Priests of Hate” reúne todas as qualidade que essa obra apresentou, sendo como um resumo da mesma. Enfim, gostaria de poder parabenizar Khronic Infection por seu positivo primeiro passo. Oxalá, espero logo saber quem são os membros e, igualmente, de onde vêm.

Compartilhe
Assuntos

Veja também