Kosmus – “Kosmus” (2016)IndependenteNota: 8,5
A banda que começou como projeto idealizado pelos guitarristas Pedro Acker e
Sebastian Viret dá seu primeiro passo no mercado nacional com o lançamento de seu debut, o homônimo “Kosmus”.
Emulando todo seu conhecimento e apreciação pelo metal progressivo enriquecido com amplos elementos de gêneros como Jazz fusion e rock progressivo, garantindo excelentes composições condecoradas com ótimos arranjos de teclado, saxofone e flauta.
A atmosfera soturna acerca das músicas é minuciosamente elaborada, com grande presença do teclado de Felipe Novellino, mostrando se técnico e criativo nas orquestrações, tendo seu destaque maior na instrumental “Kosmus”. As variações de andamento são perceptíveis logo na faixa “Nightfall”, ritmada progressivamente com suaves linhas de guitarra alternando se com riffs pesados perfeitamente bem articulados.
A jazzística “Chaos Surrounding My Soul” seria perfeita não fosse a entonação gutural perto de seu clímax, causando certa quebra de concordância musical, no entanto a maestria em sua construção instrumental é de grande relevância, o que a faz umas das melhores do CD.
“Final Destination” caminha mais pelo prog metal, carregado de elementos sombrios. A exuberante “Cor” é comandada pelo saxofone de Guilherme Giglio, elegantemente combinada com suaves riffs de guitarra em seu decorrer, encerrando o álbum em clima de êxtase.
O nível alcançado pelos cariocas traduz de maneira coerente o que a proposta do rock progressivo pede, pela complexidade estrutural que compõe o gênero, buscando sempre perfeição e inovação. “Kosmus” nos presenteia de forma orgânica com ótimas passagens progressivas mescladas ao peso do heavy metal e profusões do jazz fusion, trazendo um repertório de qualidade, deixando um pouco a desejar apenas as linhas vocais, principalmente as entonações guturais que precisam ser mais trabalhadas, mas no contexto geral os caras são muito bons.
Will Bernardes





