Kreator – “Gods Of Violence” (2017)
Nuclear Blast
Nota: 10
Antes mesmo de ouvirem o álbum, muitos “sabichões” vieram com declarações mais importantes e coesas quanto o cocô do cavalo do bandido, defecando coisas como “esses caras não mudam”, “de novo ‘violence’?” ou “morreram no disco x”.
Antes que eu me esqueça vão a merda todos que estiverem lendo esse texto se forem um desses, ok?
Se a banda grava o mesmo disco sempre… ESTÁ ERRADO!
Se a banda incorpora novas direções… ESTÁ ERRADO!
Se a banda cresce e mostra essa evolução incorporando influências clássicas… ESTÁ ERRADO!
Tudo que é novo é ruim? Só o que é antigo presta?
Então se tudo está errado façam algo melhor ou vão cagar!
Enfim, o Kreator nos brinda com mais um trabalho que beira a perfeição! Seguindo os passos de seu antecessor “Phantom Antichrist” (2012), onde já mostrava claras influências de Heavy Metal clássico principalmente nas melodias grandiosas e duelos de guitarra dobradas sem perder NADA do peso do Thrash Metal.
Em “Gods Of Violence” isso também está presente, mas de uma forma bem mais técnica, sinistra, agressiva, cheio de quebradeiras e fluindo ainda melhor em termos de melodia e composição em relação à “Phantom…”. Veja bem, não estou dizendo que “Phantom…” seja ruim, não sou louco nem surdo, mas a diferença aqui é que me mostrou mais coesão e mais gana principalmente nos riffs que mesclaram de forma equilibrada a (muita) agressão e melodia clássica de forma impactante. Bons exemplos disso são as cacetadas “Satan Is Real” e “Totalitarian Terror”. Impossível não notar toques clássicos nos solos, refrões e tudo mais.
Sem contar as letras que, mais uma vez, nos mostra que Mille tem algum tipo de pacto ou sociedade com o capiroto (risos).
Desde “Violent Revolution” (2001) era nítido que a banda quis voltar ao Thrash Metal evoluindo-o e eles conseguem a cada lançamento se mostrarem ainda mais técnicos e ‘donos da bola’.
Thrashões dignos de mutilação dos tímpanos por todos os lados e faixas dignas de gênio como “Apocalypticon” (perfeita para abertura de shows!), “Army Of Storms” com o seu “q’ de Iron Maiden nas guitarras gêmeas intercaladas com um peso descomunal, a faixa título que parece ter sido composta por Mille enquanto ELE estava ligado no 220volts e, as melhores de todas, “Hail To The Hordes” e “Fallen Brother” (letra linda!) deixarão os ouvintes bem atordoados com as marteladas/saraivadas de riffs que levantam até defunto! Brilhantes!
Finalizando, “Gods Of Violence” é mais cativante e mais pesado/Thrash que “Phantom”, com destaque especial para os solos de Sami Yli-Sirniö e paras a monstruosidades que atendem pelos nomes de Mille Petrozza (Deus europeu dos riffs) e Ventor (aqui endiabrado) que provavelmente se superaram em todos os quesitos.
Se você gosta de Thrash e falar mal desse disco é porquê tomou toddynho vencido!
Johnny Z.





