
Labyrinth – “The Absurd Circus” (2021)
Frontiers Music
#PowerMetal, #MelodicMetal, #ProgMetal
Para fãs de: Angra, Stratovarius, Freedom Call
Nota: 6,0
Em 1996, quando os italianos do Labÿrinth lançavam seu álbum de estreia “No Limits” o dito “metal melódico” estava em alta, era a nova onda do verão. Milhares de bandas surgiram, em sua esmagadora maioria na Europa, querendo seguir os passos de Helloween, Angra, Stratovarius, Edguy, etc…
O álbum teve uma boa resposta, mesmo em meio do turbilhão de bandas que surgiam na época e teve um certo destaque. Porém, foi seu segundo álbum “Return to Heaven Denied” que lhes deu certa notoriedade, rendendo turnês ao lado de grandes bandas e shows por toda a Europa.
O som da banda sempre foi aquele clássico heavy melódico com linhas vocais extremamente melodiosas e instrumental coeso, que sabia a hora de soar pesado e rápido tão bem quanto soar denso e intrincado. O que impediu o Labÿrinth de ter um destaque maior do que teve, foi que nessa época havia literalmente DEZENAS de bandas fazendo o mesmíssimo tipo de som.
E aqui, neste “The Absurd Circus” a competência técnica do Labÿrinth está intacta. Infelizmente, sua mesmice também. Todas as músicas são boas, competentes, e de fácil audição. O problema é que a sensação de que você já ouviu isso em algum lugar te persegue por todo o play. Para não falar que não tem absolutamente nada de novo, eu senti uma orientação mais AOR em algumas músicas, como “As Long as It Last”, mas também é algo tão usual no estilo que não sei dizer se é exatamente novo.
É tudo mais do mesmo, risco zero em adicionar novos elementos ou influências. Mas isso não é exatamente um problema, existem bandas que estão na pista aí a 30, 40 anos fazendo o mesmo som e tudo bem.
Só que hoje em dia com as facilidades tecnológicas e a grande variedade que o metal se encontra, um disco como este soa datado, parado no tempo. Bom, até aqui você deve estar pensando que o disco é uma merda. Não, não é. É um bom disco, mas a coisa tem que ser vista sob dois primas distintos: Se você é fã de metal melódico, não está atrás de novidades ou invencionices e quer só curtir o estilo que você gosta, aqui você terá um puta disco. Composições de muito bom gosto, músicas rápidas, intrincadas e com a dose certa de prog que o estilo imprime.
Porém, se você é daqueles que prefere estar na busca de coisas novas, bandas que ousem mais (caso deste mané que lhes escreve) você ouve o álbum de cabo a rabo e nenhuma, repito, NENHUMA música te faz ter vontade de ouvir de novo.
Ah sim, tem uma música chamada “Sleepwalker” que sim, é muito boa e meio Hard/AOR que mesmo que não apresente nada de novo, foi a que realmente me pegou e entrou pra minha playlist.
Se você nutre admiração pelo metal melódico ou apenas está a procura de um disco competente e bem feito, podem ouvir sem medo.
“The Absurd Circus” tem uma capa bonita, letras inteligentes, boas melodias, vocais que apesar de extremamente melódicos, não te enjoam e um metal melódico muito competente. Só não tem originalidade.
Thiago Barcellos





