
Last In Line – “II” (2019)
Frontiers Music
#HeavyMetal, #ClassicRock, #HardnHeavy
Para fãs de: Ronnie James Dio, Black Sabbath, Rainbow
Nota: 8,0
A segunda empreitada do Last In Line, sintomaticamente intitulada “II”, mostra uma sensível melhora em relação ao primeiro trabalho, “Heavy Crown” (2016). Após o falecimento de Jimmy Bain, a banda formada por Vinnie Appice (bateria), Vivian Campbell (guitarra) e Andrew Freeman (vocal), chamou Phil Soussan para as assumir a posição e, após sua entrada, a banda nos apresenta um trabalho com 12 composições (contando com uma introdução), onde Vivian mostra que o Heavy Metal, aquele que o guitarrista fazia com grandiosidade nos tempos do inesquecível mestre Ronnie James Dio, ainda corre em suas veias.
Estamos falando de uma banda de músicos experientes. Se no começo a ideia era prestar uma homenagem ao gigante baixinho, podemos dizer que hoje a banda já apresenta uma maior personalidade. Claro que as influências do mestre ainda estão presentes, afinal 2/4 da clássica banda Dio estão presentes aqui, mas também é perceptível que a veia mais hard, principalmente de Vivian Campbell acaba aparacendo em muitas oportunidades. O álbum abre com “Black Out the Sun”, uma faixa com aquela cara “Black Sabbath/Dio” por conta dos riffs pesados e uma levada certeira de Appice. A voz de Freeman se mostra mais próxima de Chris Cornell, ainda mais no refrão. “Landslide”, apesar de bem executada, poderia ter um pouco mais de peso, mas ainda assim merece destaque. Já “Gods and Tyrants” tem um acento Hard, cortesia de de novo de Campbell. “Year of the Gun” nos remete ao Rainbow, e nesse momento bate ainda mais forte a saudade de Dio. Como ele faz falta!
Podemos destacar ainda, “Give Up the Ghost”, onde Freeman assume o papel principal, “Sword From the Stone”, a rápida e direta “Electrified”, “Love and War”, outra com as guitarras pendendo mais para o lado Hard e “False Flag”, onde a cozinha de Phil Soussan e Appice mandam ver. Cada vez mais ganhando uma cara de “banda”, o Last in Line mostra que pode seguir reverenciando o maior vocalista da história do Heavy Metal com personalidade. E quem ganha com isso somos nós, fãs do estilo!
Sergiomar Menezes





