
Lionville – “So Close To Heaven” (2022)
Frontiers Music
#AOR, #MelodicRock
Para fãs de: Toto, Survivor, Journey, Work Of Art, Find Me
Nota: 8,0
Formada há 12 anos pelos irmãos Stefano (guitarras, vocais e composições, Charming Grace, Chasing Violets) e Alessandro Lionetti, o Lionville retorna para seu quinto álbum, “So Close To Heaven”, depois da fantástico “Magic Is Alive”, e conta ainda, além de Stefano, com os vocais de Lars Säfsund (Work Of Art, Art Of Illusion, Acacia Avenue, Enbound), Michele Cusato (guitarra), Giulio Dagnino (baixo), Fabrizio Caria (teclados) e Martino Malacrida (bateria).
No decorrer de sua discografia o Lionville foi construindo uma reputação super respeitada enquanto se desenvolvia como banda e aprimorava seu elegante som sempre caracterizado por harmonias e melodias inteligentes e totalmente influenciado pela cena AOR dos Estados Unidos.
Então já era de se esperar o que teríamos pela frente neste novo álbum, certo? Certo.
Com os vocais impressionantes de Lars (atualmente um dos melhores do estilo), guitarras insanamente melódicas e melodias melodicamente insanas, o álbum já mostra ao que veio na abertura “This Time” contando com o inigualável Robbie Le Blanc (Find Me, Fury, Blanc Faces, East Temple Avenue) em um incrível dueto que leva o fã do estilo, literalmente, para perto do paraíso (desculpe o trocadilho).
O nível se mantém conforme a audição segue. Performances soberbas e melodias de tirar o fôlego ditam canções como, por exemplo: a imponente “Cross My Heart”, o petardo “The World is On Fire”, o hino “True Believer” e seu solo de sax, a visita ao AOR da costa oeste americana em “We Are One”, a matadora “Only The Brave” ou a belíssima “I’ll Be Waiting Tonight”.
Não importa qual canção você escolha, todas são harmonizadas perfeitamente com os melhores ingredientes do estilo, transbordando qualidade absurda por seus poros.
Mesmo que possa parecer para alguns que a banda está no “piloto automático” já que o material entregue não se difere musicalmente dos anteriores, é importante ressaltar que a proposta da banda é manter a essência do estilo advinda da simbiose entre vocais, melodias, solos e refrãos. Mais do que ser diferente, o Lionville consegue dentro de uma mesma proposta nos surpreender e, novamente, nos brinda com uma joia que irá mantê-lo na vanguarda do estilo.
Em suma, estamos diante de mais uma obra-prima de Stefano e Lars que provavelmente será um dos álbuns do ano no estilo. A magia ainda vive (mais um trocadilho) para o Lionville!
João Paulo Gomes








