Lorna Shore – “Pain Remains” (2022)

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Lorna Shore – “Pain Remains” (2022)

Century Media Records
#Deathcore #SymphonicDeathcore

Para fãs de: Carnifex, Make Them Suffer, Chelsea Grin

Nota: 9,5

O Lorna Shore explodiu em 2021 com a chegada do novo vocalista Will Ramos, seu EP “…And Return I Return To Nothingness” e o primeiro single “To The Hellfire” que apresentou uma das linhas vocais mais insanas já vistas, fazendo um sucesso estrondoso (sério, escutem a música e confiram o vídeo onde Will mostra que não usa efeitos, é insano), dando ao Lorna Shore o respeito que eles buscaram por tanto tempo. Dez anos, várias mudanças de formação e uma pandemia não foram suficientes para detê-los, apenas os deixou mais pesados.

O primeiro ponto que devemos tratar é: Will Ramos é um dos melhores vocalistas de Deathcore da atualidade. Achávamos que o seu melhor tinha sido mostrado no EP, porém com o mais novo disco, “Pain Remains”, lançado no ano passado via Century Media Records, constatamos que estávamos errados. Ele tem uma performance e habilidade de usar diversos estilos de vocais de metal extremo, o que leva as pessoas a se interessarem cada vez mais pela banda.

Nesse disco a banda está mais “épica”, devido a grande quantidade de orquestrações inseridas, do tipo que o Dimmu Borgir convenceu todas as bandas de Black Metal que eles poderiam fazer nos anos 2000, mas que poucos fizeram tão bem. Essas seções mais sinfônicas do Lorna Shore variam de extremamente complicadas a verdadeiramente sinceras, como se alguns trechos pudessem ser trilha sonora de, por exemplo, O Senhor dos Anéis, como visto na terceira e última parte da faixa-título, que beira ao Power Metal.

Como a maioria dos álbuns, a faixa de abertura, “Welcome Back, O’ Sleeping Dreamer”, começa com uma introdução instrumental, com o efeito de um soco na cara de todos. Ela já prepara o ouvinte para tudo o que vai acontecer, com muitos breakdowns, Will mudando entre graves e agudos a todo o momento com muita técnica, e um instrumental com muita técnica e selvageria.

Em “Sun/Eater” a banda mostra toda a brutalidade que já comentamos, sendo uma das melhores faixas, com riffs intrincados e completamente insanos de Adam De Micco e Andrew O’Connor, com o baixo acompanhando tudo na mesma velocidade; além da bateria de Austin Archery que se destaca no álbum todo, tamanha precisão, técnica e velocidade nos blast beats. O álbum continua com as músicas mais brutais “Cursed to Die”, “Soulless Existence” e “Apotheosis”, mas quando chegamos à faixa “Wrath”, ela nos dá um tapa na cara novamente, dando uma dica de que as três próximas faixas farão com o ouvinte.

Assim que a introdução de “Pain Remains I: Dancing in Flames” começa, podemos sentir uma certa energia mostrando que o Lorna Shore surpreendentemente, compôs uma balada Deathcore. O jeito de Will cantar, a emoção em sua voz e com um refrão que o ouvinte pode cantar junto são as principais razões pela qual a música toca de maneira diferente tantas pessoas.

Já a última faixa do álbum, e a terceira parte da faixa-título, é uma montanha-russa brutal, pesada e com breakdowns por toda parte. Mais uma vez podemos destacar os vocais de Will Ramos, seguido da parte instrumental que termina com o mesmo padrão que vimos no início, fechando com som de chamas, deixando você sem palavras.

O Lorna Shore fez um álbum de Deathcore cheio de emoção, melodia e brutalidade. A banda toda está levando o metal para um próximo nível, conseguindo unir pessoas de diversos gêneros e gostos. “Pain Remains” é ainda melhor do que se podia esperar, provando que o sucesso do último EP não foi sorte ou um bom momento apenas, e sim uma banda competente que entregou uma obra que deixará sua marca para sempre na música, servindo como prova do porquê estarem recebendo tanta atenção nos últimos tempos. Recomendado!

Lucas David

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